Notícia

Empresário de 23 anos é morto por assaltantes com tiro no peito

Vitor Toniato Campana, 23 anos, estava a caminho da igreja quando viu o tio sendo assaltado. Os bandidos se assustaram com a presença dele e dispararam

Vitor Toniato Campana, 23 anos, morreu com um tiro no peito
Vitor Toniato Campana, 23 anos, morreu com um tiro no peito
Foto: Reprodução/Facebook

O engenheiro civil e sócio de uma construtora, Vitor Toniato Campana, de 23 anos, foi morto com um tiro no peito no momento em que o tio dele era rendido por bandidos armados no bairro Dom Bosco, em Cariacica. O crime aconteceu no início da noite deste domingo (19).

Segundo a Polícia Civil e vizinhos, o tio da vítima foi rendido por assaltantes quando iria colocar o carro na garagem – ele morava no segundo andar da mesma residência que Vitor. Ele já havia saído do veículo para abrir o portão e tinha retornado ao carro.

Nessa hora, Vitor, que tinha ido na casa de um amigo para chamá-lo para ir à igreja, apareceu perto da residência onde mora, na Rua Nossa Senhora Aparecida, e viu a movimentação dos bandidos. O engenheiro correu na direção do tio, os criminosos se assustaram com a presença dele e efetuaram um disparo. Após o tiro, os assaltantes fugiram correndo.

“Os bandidos queriam levar o tio dele junto com o carro. Vitor, ao ouvir os gritos, correu para tentar ajudar. Eu ouvi um tiro e alguém gritando o nome dele. Quando cheguei ao portão, ele estava caído e inconsciente”, relata uma comerciante de 48 anos, que preferiu não se identificar.

O tio de Vitor estacionava o carro na garagem quando foi surpreendido pelos bandidos
O tio de Vitor estacionava o carro na garagem quando foi surpreendido pelos bandidos
Foto: Raquel Lopes

Vitor, que caiu a 20 metros da garagem, foi socorrido pelo tio e por vizinhos, um deles uma médica, e levado na própria caminhonete para o Hospital Meridional, em Cariacica, mas não resistiu ao ferimento.

Perfil

O jovem tinha se formado recentemente em Engenharia Civil e estava trabalhando na área. Morava com os pais, os avós e a irmã gêmea. Ele foi descrito por vizinhos como um menino esforçado, bom e educado.

“Era um menino cheio de sonhos, doce, simpático e quieto. Não dá para entender, é preciso que alguém pague por isso. Atualmente, vivemos com muita insegurança no bairro”, comenta a dona de casa Elizeth Lacerda, de 70 anos.

Entrevista

"Fizemos o possível para salvar a vida dele", diz comerciante

Uma comerciante de 48 anos, que preferiu não se identificar, contou como foi a ação dos bandidos. Ela, que viu Vitor crescer no bairro, disse que ele era um menino educado, responsável e bom.

O que aconteceu?

Eu estava em casa e logo comecei a ouvir uma discussão. Em seguida, ouvi um tiro e alguém gritando o nome de Vitor. Quando cheguei ao portão, ele estava caído e inconsciente.

Vocês tentaram socorrê-lo?

Minha irmã é médica e prestou os primeiros socorros. Minha irmã, o tio dele e eu levamos Vitor ao hospital. Fizemos o possível para tentar salvar a vida dele.

Como você se sentiu?

Foi desesperador. Eu moro nesse bairro há anos e vi Vitor crescer. Ele se formou em dezembro e estava começando a vida. Um menino educado e muito bom. Perdemos ele devido a falta de segurança, a rua está muito perigosa, estamos abandonados pelo poder público. Eu mesma fui assaltada três vezes.