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Família doa acervo de médico capixaba que desapareceu em São Paulo

Objetos pessoais, livros, discos e quadros estão entres os pertences doados. Material será exposto e poderá ser comprado para que renda seja revertida ao Secri

O médico oncologista Roberto Gomes desapareceu aos 67 anos em São Paulo
O médico oncologista Roberto Gomes desapareceu aos 67 anos em São Paulo
Foto: Carlos Alberto Silva

Quase três anos após o desaparecimento do médico capixaba Roberto Gomes, que sumiu depois de ir a São Paulo, no dia 26 de novembro de 2014, a esposa dele, Nildete Gomes, e os filhos decidiram doar alguns dos pertences dele para uma instituição social.

Roberto Gomes desapareceu aos 67 anos, depois de uma viagem que fez de Vitória a São Paulo, para lançar a segunda edição de um livro de que é co-autor.

O evento aconteceu na Assembleia Legislativa de São Paulo. Na ocasião, ele deu entrevista para a TV Assembleia sobre câncer de mama. No dia 28 de novembro, Roberto ligou para a mulher e disse que a passagem de volta para Vitória estava comprada para sábado à noite, mas que ele anteciparia para sábado de manhã. Desde então, ele nunca mais manteve contato.

Quase três anos depois do desaparecimento, através de um aplicativo de mensagens, Nildete comunicou aos amigos que faria a doação dos pertences dele a uma instituição social, e pediu que eles divulgassem a informação.

“Meus filhos e eu decidimos doar o acervo de meu marido, o médico Roberto Gomes, que inclui objetos de arte, objetos pessoais, livros e discos ao Secri [Serviço de Engajamento Comunitário], uma instituição séria que faz um trabalho incrível de inclusão social, e que passa por dificuldades financeiras”, escreveu.

De acordo com ela, os objetos já foram doados e serão expostos no consultório onde Roberto atendia. A mostra ficará na antiga Oncoclínica, na Avenida Desembargador Santos Neves 389, sala 101, na Praia do Canto, em Vitória, entre os dias 4 e 8 de julho. Na ocasião, os objetos estarão à venda. Segundo ela, toda a renda será revertida para ajudar a instituição.

Nildete conta que a falta de indícios de que Roberto esteja vivo fez com que a família decidisse doar os pertences dele.

“Não acredito que esteja vivo, não tem como uma pessoa estar viva nessa circunstância. Mas eu acho que, onde ele estiver, ele estará abençoando essa ideia. Era uma pessoa boa, extremamente generosa. É uma forma de devolvermos um pouco aquilo que a gente recebe na vida, apesar dos pesares”, disse.