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Prédio ocupado por sem-teto sofre incêndio e moradora fica ferida

Segundo ocupantes do antigo IAPI e bombeiros, mulher tentou acender fogareiro improvisado com álcool. Um apartamento do 5º andar foi atingido pelo fogo

Um incêndio atingiu parte do prédio do antigo Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (IAPI), no Centro de Vitória, nesta segunda-feira (19) . O local está ocupado por famílias sem-teto desde o dia 6 de maio.

Incêndio atingiu o prédio do antigo IAPI
Incêndio atingiu o prédio do antigo IAPI
Foto: Fábio Linhares | TV Gazeta

O fogo destruiu um apartamento ocupado no quinto andar do prédio. Uma mulher de 53 anos ficou ferida. Ela teve queimaduras em várias partes do corpo, foi socorrida e levada em estado grave pelo Samu para um hospital.

Os ocupantes contaram que ela não tinha fogão e, por isso, cozinhava em um fogareiro improvisado. Ela teria deixado uma garrafa de álcool líquido ao lado do fogo. A suspeita do grupo é de que isso tenha causado o incêndio.

"Segundo informações de populares que habitam a edificação, foi provocado durante o acendimento de um fogão improvisado, usando o álcool", disse o sargento Sérgio Daniel, do Corpo de Bombeiros.

“Eu subi desesperada, consciente em desligar o disjuntor, pensando que seria alguma coisa no fio. Quando a gente desligou o disjuntor, desligou tudo, não foi detectado isso. Aí falaram que era o álcool. Eu desci e ela já estava aqui em baixo, com a toalha. A gente constatou que foi com álcool, não tinha a ver com fiação”, disse uma ocupante, que preferiu não se identificar.

O apartamento teve que ser isolado pelo Corpo de Bombeiros. “O fogo iniciou na cozinha, se propagou para os quartos e demais ambientes daquele apartamento. O apartamento ao lado teve apenas a porta danificada”, disse o sargento Sérgio Daniel, do Corpo de Bombeiros.

A defesa civil também foi chamada e foi até o prédio fazer uma avaliação.

Ocupação

O prédio fica na Praça Costa Pereira, no centro da Capital. As famílias ocuparam o edifício no dia 6 de maio, mas antes haviam participado de outra ocupação. Elas ficaram mais de 20 dias em uma área particular conhecida como Fazendinha, na Grande São Pedro e só saíram com a ação da PM.

Os ocupantes alegam que vivem de aluguel e a maioria está sem emprego. No dia 30 de maio, a Justiça mandou cortar as ligações clandestinas de água e luz, mas no mesmo dia os ocupantes fizeram os “gatos” novamente. Atualmente, eles continuam com ligação de água e energia elétrica.

REINTEGRAÇÃO

O edifício pertence à União. No dia 29 de maio, a Advocacia Geral da União conseguiu na Justiça Federal uma liminar de reintegração de posse, mas os ocupantes recorreram.

A partir disso, a Polícia Militar foi autorizada a cumprir o mandado de reintegração de posse, mas ainda será definido como o prédio será desocupado.

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