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Solução é a construção de novo hospital, diz promotora

Para a Promotoria, o Infantil de Vitória tem problemas sanitáriose de infraestrutura

Vistorias realizadas pelo Ministério Público Estadual encontraram irregularidades no Hospital Infantil de Vitória
Vistorias realizadas pelo Ministério Público Estadual encontraram irregularidades no Hospital Infantil de Vitória
Foto: Carlos Alberto Silva

A construção de um novo Hospital Infantil em Vitória é, para o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a única saída para dar conta da demanda por atendimentos. Em um acordo feito com o órgão, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) já se comprometeu a criar um projeto para o novo local, que deverá ser apresentado em agosto.

“Do jeito que está não há como continuar funcionando”, justifica a promotora de Justiça da Saúde de Vitória Inês Thomé Poldi Taddei. Segundo ela, os maiores problemas encontrados no local são de ordem sanitária e de infraestrutura. “O atual hospital não comporta os atendimentos. O corpo médico existente é pequeno, mas o espaço físico que existe hoje não comportaria a quantidade que precisa ser ampliada”, completa.

Antes que a solução definitiva chegue, alguns setores do Hospital Infantil serão transferidos para o Hospital da Polícia Militar (HPM). O primeiro deles será o pronto-socorro, que migrará em julho. Já em agosto será a vez do setor de Oncologia. Um projeto de melhorias no atual hospital também deverá ser mostrado ao MPES.

HIMABA

A Sesa terá até o dia 20 deste mês para apresentar um posicionamento diante das irregularidades encontradas durante vistorias no Himaba à Promotoria de Justiça Cível de Vila Velha, bem como um cronograma de ações para saná-las. Caso isso não aconteça, o MPES afirma que proporá uma nova Ação Civil Pública (ACP) contra o Estado. Outra ACP já foi ajuizada visando a realização de um concurso público para a contratação de pediatras, além da elaboração de planos de carreira.

Diretores das duas unidades reconhecem que há problemas

Vistorias realizadas pelo Ministério Público Estadual encontraram irregularidades no Himaba
Vistorias realizadas pelo Ministério Público Estadual encontraram irregularidades no Himaba
Foto: Carlos Alberto Silva

O diretor-geral do Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, Nélio Almeida dos Santos, reconhece os problemas de superlotação e falta de infraestrutura no pronto-socorro da unidade. Segundo ele, a situação será resolvida no próximo mês, após a transferência do pronto-socorro para o Hospital da Polícia Militar (HPM).

Quanto à demora na triagem, ele esclarece que o atendimento é priorizado conforme a gravidade do caso. A falta de alojamentos e de alimentação para quem vem do interior também foi justificada. O diretor afirma que não há portaria que prevê esses auxílios.

À respeito do raio X da paciente Viviane Andrade de Souza, 7, que segundo a mãe dela, Maria de Fátima de Andrade, deveria ter sido feito no último dia 8, o diretor afirmou que, provavelmente, a lavradora foi informada dos motivos da remarcação do exame.

“Foi agendado para a data mais próxima antes da consulta de reavaliação, com o médico que solicitou”.

Himaba

A diretora-geral do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), Gisele Oliveira, admitiu a falta de pediatras. Ela afirma que o problema ocorre desde 2013, devido a falta de profissionais no mercado.

“Não temos pediatras para atender a porta. Temos dois plantonistas e um diarista para atender quem está internado ou em observação”, relata.

Em relação à superlotação, ela acredita que a quantidade de leitos que será aberta novo pronto-socorro do infantil de Vitória, no HPM, ajudará a desafogar também a demanda do Himaba.

Transporte

A prefeitura de Santa Leopoldina informou que disponibiliza quatro vans diariamente, e que não há registros de superlotação. Quanto a demora, informou que é necessária a compreensão dos usuários.

A prefeitura de Jaguaré informou que a falta de ônibus é um problema da gestão antiga, que será sanado. Não foi informado o prazo.