Notícia

Pai condenado por estuprar a filha de 9 anos é preso

Condenado a 10 anos e seis meses de prisão, o criminoso foi encaminhado ao presídio de Xuri, em Vila Velha

Lorenzo Pazolini, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente
Lorenzo Pazolini, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente
Foto: Carlos Alberto Silva

Um pai* de 61 anos foi preso nesta segunda-feira (17), em Vila Velha, oito anos após ser denunciado por estuprar a própria filha. Os crimes ocorreram em 2009, quando a menina tinha nove anos de idade. De acordo com o titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Lorenzo Pazolini, os abusos aconteciam enquanto toda a família dormia, e a atitude criminosa do pai só foi descoberta após a mãe da criança reparar manchas de sangue nas roupas da menina.

[ *o nome do pedófilo não será divulgado para não identificar a vítima ]

Quando a mãe observou as manchas de sangue, questionou à filha, que se sentiu à vontade para contar os abusos que sofria. Imediatamente a mãe procurou a delegacia e fez a denúncia. E o casamento de 21 anos acabou. O casal tem três filhas: duas na época já eram adolescentes e a terceira era a caçula, vítima dos abusos.

Ele ficou meses trabalhando em uma escola com crianças sendo condenado por pedofilia contra a própria filha. Se ele foi capaz de fazer isso com filha, o que não faria com outras crianças?
Delegado Pazolini, ao criticar escola que contratou pedófilo

Apesar de a denúncia ter sido feita em 2009, somente em novembro de 2016 o mandado de prisão contra o bandido foi expedido. "O acusado tinha advogado constituído e usou de todos os recursos previstos pela lei para adiar o processo", explica o delegado. E continuou, criticando:

"Precisamos de uma reforma na legislação penal e processual. A quantidade de recursos previstos na legislação faz com que processos não acabem, não tenham fim. O acusado vai usando de toda e qualquer manobra processual e, com isso, ganha tempo e até a possibilidade de fugir".

Com o mandado de prisão expedido, o pedófilo era considerado foragido da Justiça até que a investigação apontou que o acusado prestava serviços elétricos e hidráulicos em uma escola — o que, para o delegado, é uma grande irresponsabilidade da instituição de ensino. "Quando um funcionário é contratado é preciso procurar pelo 'não consta' dele, para saber se é um alguém procurado ou condenado. Ele ficou meses trabalhando em uma escola com crianças sendo condenado por pedofilia contra a própria filha. Se ele foi capaz de fazer isso com filha, o que não faria com outras crianças?", disparou o delegado, que teme que o pedófilo possa ter feito outras vítimas.

Condenado a 10 anos e seis meses de prisão, o criminoso foi encaminhado ao presídio de Xuri, em Vila Velha.

> Leia outras matérias policiais

Ver comentários