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Eles nunca desistiram e, enfim, realizaram o sonho de ser pais

Após sete tentativas de inseminação artificial, casal teve Nicole, hoje com três meses

Rosani,  Waldemiro e Júlia, filha dela, no primeiro "mesversário" da pequena Nicole
Rosani, Waldemiro e Júlia, filha dela, no primeiro "mesversário" da pequena Nicole
Foto: Arquivo Pessoal

Depois de sete tentativas, a inevitável frustração já era um sentimento constante para o casal Roseni Grobério Neves, 41, e Waldemir José Alberto, 48. “A ficha demorou a cair”, ele diz, sobre quando finalmente veio o resultado positivo, em setembro do ano passado. Mas só caiu mesmo no exame de ultrassom. “Foi ali que eu disse: tem outro coração batendo dentro de mim”, ela lembra.

Roseni já era mãe de Júlia, 21, filha de um relacionamento anterior. Apesar do carinho pela enteada, Waldemir queria uma filha ou filho para chamar de seu. “Sempre tive vontade de ser pai”, diz, sobre o sonho realizado aos 47 anos.

“A maternidade veio para mim aos 18 anos. Todo mundo pensou que o problema estivesse com o meu marido”, lembra a mãe.

Só depois de 16 anos de casamento e sete tentativas de inseminação, o casal conseguiu gerar Nicole, hoje com três meses de idade.

Roseni e Waldemir se conheceram na faculdade e logo começaram a namorar. Depois de três anos juntos, decidiram que seriam pais. “Fizemos tudo certinho, pegamos orientação com o ginecologista, parei de tomar anticoncepcional, comecei a tomar ácido fólico.” Mas depois de 10 meses, eles reconheceram que algo não estava bem.

Roseni sofria, como relata, de “infertilidade feminina”, um problema nas trompas que a impedia de engravidar. Passou por cirurgia, que não reverteu a situação.

A notícia boa era de que o problema era solucionável com inseminação. Por outro lado, tinha um grande problema: dinheiro. “Devido ao alto custo, foi um baque. Na época era R$ 15 mil. Hoje dobra o valor”, lembra Roseni.

“Chegamos à conclusão de que não tínhamos condições. Aí fomos atrás de outras soluções”, diz Rosani.

"Sempre tive vontade de ser pai" - Waldemir José Alberto, pai de primeira viagem
"Sempre tive vontade de ser pai" - Waldemir José Alberto, pai de primeira viagem
Foto: Arquivo Pessoal

A solução foi participar de um programa de doação de óvulos. Ela teria que doar os dela e, em contrapartida, poderia fazer o tratamento para inseminação pela metade do valor médio cobrado na época.

“Era nossa economia. Foi toda por água abaixo. Foi muito difícil para todo mundo quando o resultado deu negativo”, lamenta Rosani. “Parecia um velório”, completa Waldemir.

Mais uma tentativa aconteceu por esse programa e mais uma vez o casal se virou para conseguir o dinheiro para bancar o tratamento. E mais uma vez a notícia foi negativa.

“Minha filha mais velha chorava muito”, relata Rosani sobre as expectativas de Júlia, que também torcia por uma irmã ou um irmão.

VIRADA

Por causa de uma oportunidade de trabalho, o administrador Waldemir pode ficar mais tranquilo, pelo menos financeiramente, quanto às tentativas.

O sétimo e último procedimento de inseminação ocorreu em setembro do ano passado. “Com a fé emDeus, não desistimos. A nossa família já tinha se conformado que não teríamos filho. Eu tinha 40 anos. Meu marido, 47. Fomos fazer a inseminação em São Paulo dessa vez. A notícia boa veio 10 dias depois. Choramos muito. As pernas do meu marido ficaram bambas.”

Nunca souberam explicar por que as inseminações não deram certo. Hoje, essa informação é o de menos para a família. “Nicole significa ‘aquela que conduz à vitória’”, cita Rosani.

ENTREVISTA

Sempre tive vontade de ser pai
Waldemir José Alberto, pai de primeira viagem

Neste domingo (13) será o primeiro Dia dos Pais que o administrador Waldemir José Alberto, 48, passará ao lado da filha, Nicole, de apenas três meses. “Foi um grande presente de Deus.”

Era um sonho?

Sempre tive vontade de ser pai. Mas não tinha dado certo. Nas primeira tentativas, a expectativa era grande. Nas últimas, era bem frustrante. Na primeira vez, parecia que era um velório. Depois a gente vai ficando mais preparado.

E o Dia dos Pais?

Esse vai ser o primeiro com ela do nosso lado. Mas no Dia dos Pais do ano passado, ela já havia sido transferida (a inseminação). Foi um grande presente de Deus.

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