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Quatro passageiros assaltam taxista após saírem de baile funk

Depois que os bandidos foram embora, o taxista pediu um celular emprestado a um morador da região e chamou um Uber. Solidário à situação do taxista, o motorista do Uber fez a viagem de graça

Fachada do DPJ (Departamento de Polícia Judiciária de Vitória), no Bairro Horto
Fachada do DPJ (Departamento de Polícia Judiciária de Vitória), no Bairro Horto
Foto: Edson Chagas

Um taxista foi assaltado após pegar quatro passageiros em São Torquato, Vila Velha, e trazê-los para o bairro Redenção, em Vitória. Segundo o motorista, ele passava pelo bairro por volta de 4h30 quando viu os jovens.

O taxista desconfiou assim que os criminosos entraram no veículo, apesar de estarem todos quietos. A única coisa que falaram é que estavam voltando do baile do Mandela. De acordo com o motorista, ele sentiu uma certa 'maldade' no olhar dos passageiros, que fizeram a viagem em silêncio.

Ao chegarem no bairro Redenção, um dos bandidos, que estava no banco de trás, sacou uma arma, encostou na cabeça do taxista e falou: 'Perdeu, desce do carro'. Ele não reagiu e contou que só queria se livrar daquela situação o mais rápido possível.

Os criminosos o ameaçaram dizendo que se ele fizesse qualquer movimento brusco, iriam atirar. O taxista disse ainda que os bandidos estavam muito nervosos, mais nervosos do que ele. E que justamente por esse nervosismo ele ficou com muito medo de que pudessem fazer alguma coisa contra ele.

O motorista saiu do carro rapidamente e os bandidos falaram para não levar nada. Além do veículo, ele perdeu um celular, cerca de R$ 300,00 em dinheiro e um relógio.

Depois que os bandidos foram embora, o taxista pediu um celular emprestado a um morador da região e chamou um Uber. Solidário à situação do taxista, o motorista do Uber fez a viagem de graça.

O taxista é baiano e está no Espírito Santo há cerca de 1 ano. Veio para o Estado para trabalhar como taxista em busca de uma nova oportunidade. Afirmou que está com muito medo, que nunca tinha sido assaltado e nem visto uma arma. Mas ele declarou que, infelizmente, esse é o ofício que ele tem que trabalhar nesse momento. Não vai abandonar a profissão, apesar do temor.

Depois de fazer a ocorrência, a vítima vai entrar em contato com a seguradora do veículo para tentar rastreá-lo. Até agora, o carro não foi encontrado.

(Com informações de Elis Carvalho)

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