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Mulher que perdeu casamento em Portugal será indenizada em R$ 9 mil

Por conta dos inúmeros atrasos e voos cancelados, a companhia aérea responsável pela viagem foi condenada pela Justiça

A passageira, em vez de chegar à Cidade do Porto, foi para Lisboa e precisou pegar um táxi para seu destino final, o que a impediu de chegar ao casamento
A passageira, em vez de chegar à Cidade do Porto, foi para Lisboa e precisou pegar um táxi para seu destino final, o que a impediu de chegar ao casamento
Foto: Divulgação

A Justiça do Espírito Santo condenou uma companhia aérea a indenizar em R$ 9 mil uma moradora do Estado que iria para um casamento em Portugal. Devido aos inúmeros atrasos nos voos da empresa, a mulher não pôde comparecer ao evento. A mulher alegou, ainda, que perdeu uma diária do hotel e o translado do aeroporto que já tinha sido pagos anteriormente.

De acordo com os autos, a mulher adquiriu um pacote de viagem para a Europa, com saída do Rio de Janeiro, no dia 1º de maio de 2015 e chegada na cidade de Porto, em Portugal, no dia 2 de maio de 2015. Já no Aeroporto do Rio de Janeiro, o voo internacional foi remarcado e cancelado diversas vezes.

Por conta dos atrasos, a passageira teve que embarcar para Belo Horizonte, em Minas Gerais, e, somente no dia seguinte, conseguiu viajar para Portugal. No entanto, ela desembarcou na cidade de Lisboa, ao invés da cidade do Porto que era seu destino inicial. Além disso, a mulher ainda teve que alugar um táxi para poder se deslocar até o seu destino final, o que lhe custou 370 euros.

Para o Juiz de Direito da 8ª Vara Cível, Manoel Cruz Doval, nenhuma justificativa apresentada pela companhia aérea pode a livrar da responsabilidade de indenizar a passageira, já que a passageira ficou esperando no aeroporto por mais de quatro horas e não recebeu nenhuma atenção por parte da empresa.

Dessa maneira, o magistrado entendeu que a mulher sofreu aflição, desconforto e atraso para chegar ao seu destino final, cabendo assim, indenização por danos morais em R$ 6.500,00.

O magistrado destacou que, por conta da conduta ilícita da companhia aérea, a requerente teve inúmeras despesas que, pelos comprovantes apresentados no processo, alcançaram o valor de R$ 2.491,35 que deverão ser restituídos como danos materiais.

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