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Arquidiocese de Vitória critica exposições: "desrespeito à fé cristã"

"Além do mais baixo nível humano, indigno de um animal e uma planta, imoral e racista perverso, esta falsa arte reduz a beleza do sexo humano", diz a nota

A arte está no centro de uma polêmica no Brasil e elementos como a nudez e a presença de crianças em exposições ganhou o debate nas redes sociais. Nesse sentido, o Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, unido ao Arcebispo, Dom Luiz Mancilha Vilela, e ao Bispo Auxiliar, Dom Rubens Sevilha manifestaram indignação ao que classificaram como "desrespeito à fé cristã católica". Veja a nota completa:

Foto: Reprodução

Toda a polêmica começou quando imagens da exposição "Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", realizada a partir de 15 de agosto no Santander Cultural, em Porto Alegre, acabaram publicadas nas redes sociais. Dias depois, a mostra que reunia quase 300 obras sobre questões de gênero e diversidade em diversos formatos acabou suspensa.

Já no fim de setembro, outra performance, desta vez durante a abertura da 35ª Mostra Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), gerou polêmica na internet. Vídeos divulgados mostram uma criança tocando um homem nu, com o pênis a mostra, durante o evento. A performance, de nome La Bête, é inspirada em esculturas da série Bichos, de Lygia Clark.

Leia a transcrição da nota:

O Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, unido ao Arcebispo, Dom Luiz Mancilha Vilela e ao Bispo Auxiliar, Dom Rubens Sevilha, vem a público manifestar sua indignação e protesto pelo desrespeito à fé cristã católica que, nos últimos tempos, vem se manifestando contra a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora Aparecida e utilizando a simbologia da fé e ofensas à moral, desrespeitando valores e princípios que a Igreja defende e considera fundamentais por serem essenciais à dignidade da pessoa, seja em exposições ou em vídeos.

A arte não se presta à degradação e humilhação humana, como tem acontecido em obras de péssimo gosto em exposições recentes. Com elas ferem a nossa crença, causando-nos náuseas e atingem o mais profundo sentimento de indignação e horror do ser humano religioso, de todos nós católicos. Além do mais baixo nível humano, indigno de um animal e uma planta, imoral e racista perverso, esta falsa arte reduz a beleza do sexo humano. O sexo é instrumento da vida dos seres criados por Deus!

A arte não pode ser reduzida à indignidade e ao desprezo à criação realizada por Deus. A arte é dom de Deus a serviço da vida!

Deus tenha misericórdia destes pseudo-artistas e pseudo-livres, verdadeiros escravos de si mesmos!

Nossa Senhora Aparecida, a Mãe que desata os nós do mal, possa desatar os nós que tornam escravos estes infelizes. Ajude-os, com sua ternura de Mãe, a se converterem. Arrependam-se e fiquem com vergonha desta imundície, deste pecado mortal!

Vitória, 10 de outubro de 2017

Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Vitória

Dom Rubens Sevilha, Bispo Auxiliar

Dom Luiz Mancilha Vlela, ss.cc, Arcebispo Metropolitano

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