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Filha de diretora morta em acidente passa mal no enterro da mãe

Cerca de 100 pessoas, entre amigos e familiares, foram ao cemitério dar o último adeus à Maria de Lourdes

Cerca de 100 pessoas, entre amigos e familiares, foram ao cemitério dar o último adeus à Maria de Lourdes
Cerca de 100 pessoas, entre amigos e familiares, foram ao cemitério dar o último adeus à Maria de Lourdes
Foto: Fernando Madeira

Muita emoção marcou o enterro de Maria de Lourdes Coutinho Passos, de 65 anos, no Cemitério Parque da Paz, em Cariacica, na tarde desta quinta-feira (12). Ela foi uma das vítimas da tragédia na BR 101, em Viana, na manhã da última quarta-feira (11). A diretora de escola foi a única que não morreu carbonizada, ela foi resgatada consciente do local do acidente, mas sofreu uma parada cardíaca e morreu logo depois.

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Cerca de 100 pessoas, entre amigos e familiares, foram ao cemitério dar o último adeus à Maria de Lourdes. A filha da vítima, a coordenadora educacional Alessandra Passos Pereira, de 44 anos, passou mal e teve que ser encaminhada ao um hospital. Ela não pôde participar do enterro.

Com lágrimas nos olhos, o filho da diretora, o orientador operacional Jefferson Coutinho Passos, de 39 anos, disse algumas palavras sobre a mãe e agradeceu a presença dos amigos.

“Deus me proporcionou ter tido essa mãe maravilhosa em vida. Sei que Deus está preparando um bom lugar para ela. Só quero agradecer aos presentes. Minha mãe era uma pessoa boa e se todo mundo fizer um pouquinho do bem que ela fazia ao próximo, vai melhorar muito a vida de todos nós. Eu tive uma mãe maravilhosa e através dela ganhei vários irmãos de coração”, disse.

Sepultamento da diretora Maria de Lourdes, uma das vítimas do acidente na BR 101 em Viana
Sepultamento da diretora Maria de Lourdes, uma das vítimas do acidente na BR 101 em Viana
Foto: Fernando Madeira

Depois, foi a vez do pai de Maria de Lourdes, o aposentado Mário Gomes Coutinho, de 89 anos, se despedir da filha com algumas palavras.

“Tudo o que eu podia, eu fiz por ela. Cumpri o meu dever como pai. Hoje, vendo tantos amigos, eu percebo como ela era amada. Infelizmente, as vezes temos que perder uma pessoa para perceber a importância dela para as pessoas. Filha, você vai deixar saudades (choro). Hoje você não pertence mais a mim. Pertence a Deus. Vai com Deus, minha filha, que um dia eu também irei”, disse.

Por fim, os presentes cantaram a música “Fica Sempre” de Alberto Costa: “Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas. Dar do pouco que se tem ao que tem menos ainda. Enriquece o doador, faz sua alma ainda mais linda. Dar ao próximo alegria, parece coisa tão singela aos olhos de Deus, porém, é das artes a mais bela”.

 

 

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