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Rodosol agora estuda projeto de cerca com cabos de aço na 3ª Ponte

A ideia foi rejeitada por inviabilidade técnica e econômica. Agora, a Rodosol terá até o dia 13 de novembro para apresenta outra proposta

Após rejeitar barreiras de vidro, Rodosol agora estuda projeto de cerca com cabos de aço
Após rejeitar barreiras de vidro, Rodosol agora estuda projeto de cerca com cabos de aço
Foto: Fernando Madeira

A proposta de instalação de barreiras de vidro para proteção na Terceira Ponte foi rejeitada por inviabilidade técnica e econômica. Agora, a Rodosol, concessionária que administra a via, terá até o dia 13 de novembro para apresentar estudos sobre uma nova solução de segurança para a ponte. O projeto que será estudado é de uma espécie de cerca com cabos de aço.

A intenção da colocação desses instrumentos é uma tentativa de evitar mortes no local. A barreira de vidro, que foi a primeira proposta estudada, foi considerada inviável por fatores como um custo de instalação e de manutenção alto, além de acabar criando um “túnel de vento” sobre a ponte, podendo sofrer ações do tempo, como poeira e maresia, e ser alvo de vandalismo.

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A ideia da instalação da barreira com cabos de aço será estudada pela Rodosol e avaliada pela Agência de Regulação de Serviços Públicos (Arsp). Em princípio, estima-se que esse projeto seja mais barato e precise de menos manutenção, segundo o diretor presidente da agência, Julio Castiglioni. “Essa solução é em torno de 60% mais barata que a primeira e o custo de manutenção é quase que inexistente. Assim, temos a preservação da vida das pessoas com essa estrutura, mas também, de certa forma, fica mantido o cone de visualização do Convento da Penha", disse.

A Rodosol estima que o custo de instalação da barreira de vidro, que foi rejeitada, seria de R$ 16 milhões. Considerando essa projeção, o bloqueio com cabos de aços custaria, aproximadamente, R$ 9,6 milhões. No entanto, a Arsp ainda não avaliou esses cálculos feitas pela concessionária.

Caso a proposta da barreira de cabos de aço seja aprovada, o passo seguinte é uma auditoria dos custos feita pela Arsp. Depois disso, ao lado da Procuradoria do Estado, a agência acionaria o judiciário para avaliar de que forma a obra seria paga.

Há três hipóteses principais para cobrir os custos da instalação do equipamento de segurança: o aumento da tarifa, a ampliação do tempo de contrato ou o entendimento do Poder Judiciário de que a Rodosol tem um débito com o Estado.

Atualmente, o contrato de concessão é alvo de disputa na Justiça e também está sendo analisado pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES). No dia 19 de setembro, o relator do processo, conselheiro Carlos Ranna, votou para que o contrato de concessão da Terceira Ponte e da Rodovia do Sol seja anulado e que a Rodosol seja multada em R$ 30 mil por não entregar documentos solicitados durante o andamento da auditoria. Além disso, ele entendeu que a Rodosol tem um débito de R$ 613 milhões. Após pedido de vistas do conselheiro Sérgio Borges, o processo deve ser retomado ainda neste mês.