Notícia

Conheça Lysa, o cão-guia robô que fala com o dono

Pessoas com deficiência visual podem ser beneficiadas

A aposentada Joelva Gomes,  que perdeu a visão na adolescência devido a transtorno conhecido como degeneração macular, participa como consultora voluntária das pesquisas. Ela diz que Lysa é uma esperança e que incentivou desde o começo para que Neide levasse o projeto adiante
A aposentada Joelva Gomes, que perdeu a visão na adolescência devido a transtorno conhecido como degeneração macular, participa como consultora voluntária das pesquisas. Ela diz que Lysa é uma esperança e que incentivou desde o começo para que Neide levasse o projeto adiante
Foto: Sullivan Silva

A autonomia para andar pelas ruas e calçadas de nossas cidades é um desafio para pessoas com deficiências visuais. Pensando em colaborar de forma concreta para melhorar a mobilidade das pessoas cegas, uma startup (negócio inicial na área de tecnologia) capixaba criou um cão-guia robô. A invenção é um protótipo em fase final de desenvolvimento. Um dos detalhes é que o equipamento até fala com seu dono.

Batizado de Lysa, o robô promete ser uma alternativa mais prática e segura em relação aos cães-guias adestrados e bengalas, já que uma das principais dificuldades das pessoas cegas é identificar obstáculos que estejam na altura da cintura para cima, como galhos de árvores, telefones públicos (orelhões), lixeiras suspensas, entre outros empecilhos.

O robô começou a ser produzido em 2011 pela bacharel em ciências da computação, Neide Sellin, quando trabalhava em um projeto de robótica de uma escola municipal da Serra.

“A Lysa surgiu quando eu fiz amizade com pessoas com deficiência visual e comecei a entender as dificuldades que passam. Como sou da área de tecnologia, percebi que ela poderia favorecer. Então, desenvolvi a Lysa com alguns sensores e motores que facilitam a locomoção”, disse Neide.

Com bateria recarregável, o robô Lysa tem funções semelhantes às de um cão-guia convencional. É dotado de dois motores e cinco sensores que avisam à pessoa com deficiência visual, por meio de mensagens de voz gravadas, quando há no percurso buracos, obstáculos e riscos de colisões em altura. A intenção é que chegue ao mercado com cerca de 3,5 quilos.

RECURSOS

Neide Sellin, criadora do protótipo do robô Lysa
Neide Sellin, criadora do protótipo do robô Lysa
Foto: Sullivan Silva

O objetivo do projeto é captar recursos para desenvolver 10 unidades e disponibilizar de forma gratuita para pessoa com deficiência visual. Para isso a startup abriu uma plataforma de doação colaborativa, em que qualquer pessoa pode contribuir. As doações são feitas pela plataforma

Kickante

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“Os protótipos iniciais custam em torno de R$ 10 mil. Se conseguirmos alguma empresa para construir em maior escala, podemos conseguir reduzir para menos de R$ 5 mil a unidade”.

O robô

Nascimento

Início

O robô começou a ser produzido em 2011.

Desenvolvimento

Funções

Com bateria recarregável, o robô Lysa tem funções semelhantes às de um cão-guia convencional. É dotado de dois motores e cinco sensores que avisam ao deficiente visual, por meio de mensagens de voz gravadas, quando há no percurso buracos, obstáculos e riscos de colisões em altura. A intenção é que chegue ao mercado com 3,5 quilos.

Preço

Custo

Os protótipos iniciais custam em torno de R$ 10 mil, mas poderão chegar a menos de R$ 5 mil.

Público

Pessoas com deficiência

Em todo o Brasil existem cerca de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, segundo dados do Censo 2010, do IBGE.

Expectativa

Lista de espera

A empresa capixaba já tem uma lista de espera de 450 nomes segundo a pesquisadora.