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Demissões superam contratações e Estado fecha 486 postos de trabalho

Em três meses, o Estado já fechou 1.774 vagas; em 12 meses, saldo negativo é de 24.192 postos

Construção civil foi o setor com mais vagas criadas em março: 605. Em seguida, ficou a agropecuária (115)
Construção civil foi o setor com mais vagas criadas em março: 605. Em seguida, ficou a agropecuária (115)
Foto: Gildo Loyola / Arquivo

Depois de gerar empregos em fevereiro, a economia brasileira voltou a demitir mais do que contratar em março. No país, as demissões superaram as contratações em 63.624 vagas. Já no Espírito Santo, foi registrado o fechamento de 486 vagas em março, uma variação negativa de 0,08%, que é resultado da criação de 23.304 vagas e demissão de 23.790 trabalhadores.

Os números do emprego divulgados ontem têm como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No Estado, o município que teve o pior desempenho foi Guarapari, com o fechamento de 369 postos de trabalho em março. No acumulado dos três meses de 2017, o Estado já fechou 1.774 vagas e, nos últimos 12 meses, 24.192 postos deixaram de existir.

Por setores, o comércio foi o segmento que mais fechou vagas (784) no Espírito Santo, seguido por serviços (329), serviços industriais de utilidade pública (213), indústria de transformação (175) e extrativa mineral (43). Por outro lado, criaram postos de trabalho em março a construção civil (605), a agropecuária (115) e a administração pública (30).

No Brasil, a redução das 63.624 vagas de emprego é resultado de 1.261.332 admissões e de 1.324.956 demissões em março. No acumulado do primeiro trimestre de 2017, o país registrou o fechamento de 64.378 postos de trabalho. No mês de fevereiro, após 22 meses de queda no número de postos de trabalho formal, o Brasil voltou a gerar emprego, com um saldo de 35.612 novos postos de trabalho com carteira assinada. Na série ajustada, divulgada nesta quinta, o número de fevereiro subiu para uma criação de 40.147 vagas.

Apesar do resultado negativo, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que os dados mostram alguns sinais positivos. Segundo ele, o número de vagas fechadas em março de 2017 foi muito menor do que o de março de 2016, quando o país encerrou 118.776 postos de trabalho. Segundo dados do Ministério do Trabalho, sete dos oito setores de atividade econômica fecharam postos de trabalho. Apenas a administração pública gerou emprego formal. Segundo Nogueira, isso deve-se a um efeito sazonal. “Março é final de férias, é um mês que historicamente não tem bons resultados”.

Setores

Entre os sete setores que demitiram mais do que contrataram, o comércio fechou 33.909 postos de emprego formal no país; serviço fechou 17.086 vagas; construção civil ficou com saldo negativo de 9.059 vagas; indústria de transformação fechou 3.499 postos de trabalho e a agricultura fechou outras 3.471 vagas. Em março, o setor de serviços fechou 17.086 postos de emprego com carteira assinada.

Na agricultura, diz o ministro, a criação de bovinos fechou 1.917 vagas, e o cultivo de frutas de lavouras – exceto laranja e uva – fechou 4.518 postos. O ministro explicou que o resultado negativo na criação de bovinos não é um efeito da Operação Carne Fraca, pois, segundo ele, em março o setor sempre apresenta resultados negativos.

Em 2016, o país fechou 1,32 milhão de vagas formais. Apesar de o número ainda ser alto, houve uma pequena melhora em relação ao ano de 2015, quando 1,54 milhão de brasileiros perderam o emprego com carteira assinada. Segundo os dados mais recentes divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego no Brasil subiu para um novo recorde de 13,2% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 13,5 milhões de brasileiros, reflexo do aumento da procura por vagas e do corte de postos.

Em fevereiro, após 22 meses de queda nos postos de trabalho formal, o Brasil voltou a gerar emprego, com um saldo de 35.612 novos postos de trabalho com carteira assinada.