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Desafio da reforma trabalhista na retomada e geração de empregos

Evento da Rede Gazeta discute projeto em tramitação que muda leis do trabalho

Trabalhador na indústria: esperança de geração de oportunidades com mudanças
Trabalhador na indústria: esperança de geração de oportunidades com mudanças
Foto: O Globo

Neste momento em que o projeto de reforma trabalhista está prestes a ser votado em mais uma comissão do Senado, na terça-feira, 20, antes de ir para o plenário, vários questionamentos surgem sobre as possíveis mudanças. Um deles é se a reforma conseguirá estimular a volta do crescimento da economia e vencer o desafio das atuais altas taxas de desemprego do país.

Seguindo nessa linha de discussão, a Rede Gazeta realiza, amanhã, às 14h30, juntamente com outras instituições, o evento “As reformas de que o Brasil precisa”, com foco na reforma trabalhista.

Para o diretor-geral da Rede Gazeta, Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Neto, ainda existem muitos gargalos estruturais, jurídicos, burocráticos e até culturais que dificultam o desenvolvimento pleno da economia.

“Hoje, há quase um consenso no país sobre o enorme potencial da economia. Por isso, precisamos ajustar as nossas leis aos tempos atuais, com a preservação dos direitos dos trabalhadores e com a segurança jurídica dos investidores”, afirma.

Na mediação do evento estará o âncora da rádio CBN, o jornalista Carlos Alberto Sardenberg, que enfatiza a importância do debate. “O Brasil não é um país tão diferente que não possa copiar os países que estão num patamar mais avançado e com taxas de desemprego pequenas. Nestes países, como França e Alemanha, a legislação trabalhista é muito mais flexível e os direitos dos trabalhadores e dos empregadores são protegidos de forma clara e regulamentada”, diz.

Em outra linha de pensamento, o desembargador do Tribunal do Trabalho, Carlos Henrique Bezerra Leite, acredita que a reforma vai criar uma concorrência desleal entre os empresários e, também, vai diminuir o poder aquisitivo dos trabalhadores, que não terão mais a segurança dos seus direitos. Assim, ele não vê na proposta formas de se ampliar a geração de emprego.

“Na minha opinião, o que vai gerar mais emprego é o desenvolvimento do país, com uma política fiscal justa e com o crescimento da economia”, explica.

Já para o juiz que auxiliou na elaboração da proposta da reforma trabalhista, Marlos Augusto Melek, a nova lei vai fortalecer a segurança jurídica das empresas e, ainda, criar novos postos de trabalho. “A reforma gera empregos já que tira o Brasil do atraso. Além de dar segurança jurídica para quem emprega, cria novas oportunidades para quem precisa de trabalho. A nova lei é uma revolução no direito do trabalho”, afirma.

O evento contará também com a presença do senador e relator da reforma, Ricardo Ferraço.