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PIB trimestral do ES sobe pela segunda vez consecutiva

Em 12 meses, no entanto, a soma das riquezas do Estado teve queda de 9,3%

O crescimento foi puxado pela indústria extrativa e pela metalurgia
O crescimento foi puxado pela indústria extrativa e pela metalurgia
Foto: Reprodução

Pela segunda vez consecutiva, o Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo teve resultado positivo e cresceu 2,3% no primeiro trimestre de 2017, em comparação ao trimestre anterior, segundo o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). O crescimento foi puxado pela indústria extrativa e pela metalurgia.

Em comparação ao mesmo período de 2016, o PIB apresentou estabilidade, após cinco quedas consecutivas. Em 12 meses, no entanto, o PIB ainda soma uma queda de 9,3%.

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"Os indicadores já identificam melhora, mas não podemos falar em crescimento no fim do ano. Porém esperamos ter uma situação melhor que no ano passado", explica a diretora de Estudos e Pesquisas do Instituto, Ana Carolina Giuberti. Em 2016, puxado pela paralisação da Samarco, o PIB capixaba teve retração de 12,2%.

O destaque do PIB ficou para a indústria, que teve aumento de 4,7% no primeiro trimestre deste ano. A indústria extrativa, em especial a produção de petróleo e gás e minério, apresentou evolução de 6,5% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Na mesma base de comparação, a indústria de transformação cresceu 1,6%.

Já o setor de serviços também apresentou uma melhora: uma expansão de 3,7% no primeiro trimestre, em relação ao trimestre anterior.

"A economia cresceu amparado na indústria e nos serviços. No Estado, a indústria extrativa tem muita importância, especialmente o minério. Quando aumenta a produção, cresce o PIB. A produção, no entanto, ainda está abaixo da registrada antes da crise", explica Ana Carolina. Segundo ela, os números deixam de ser negativos pois a partir de agora a comparação são entre períodos em que a Samarco não estava funcionando. Até o quarto trimestre do ano passado, as comparações apresentavam queda acentuadas em função da paralisação da produção da empresa.