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Arrecadação de royalties cresce 81% no Espírito Santo

Resultado do primeiro semestre de 2017 surpreendeu o governo do Estado. Secretário estima repetir o montante no segundo semestre deste ano

Plataforma P-57, localizada no Parque das Baleias, é uma das maiores produtoras de petróleo no Estado
Plataforma P-57, localizada no Parque das Baleias, é uma das maiores produtoras de petróleo no Estado
Foto: Agência Petrobras

Os cofres do Estado ganharam um reforço importante nos últimos dois semestres, que deve impulsionar investimentos em infraestrutura e saúde ao longo do ano. Com a alta de preço do barril de óleo, o Espírito Santo aumentou sua renda do petróleo - quando somados os royalties com os recursos vindos de participações especiais - em 81%, saltando dos R$ 365 milhões que entraram no primeiro semestre de 2016 para R$ 661 milhões recolhidos de janeiro a junho de 2017, segundo dados da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz).

No mercado internacional, o preço chegou a cair para US$ 34,74 por barril, em cotação registrada em janeiro de 2016, mas voltou a subir ao longo do ano passado, batendo o pico de US$ 56,82, em dezembro de 2016, e fechando o último mês de junho em US$ 47,92.

R$ 661 milhões

Foi quanto o Estado arrecadou no primeiro semestre de 2017. Expectativa é de fechar o ano com R$ 1,2 bilhão de royalties nos cofres.

Além de ter um preço melhor, a produção dos campos de exploração capixabas também aumentou no período, pulando de 46.399.370 barris no primeiro semestre de 2016, para 47.578.124 barris de petróleo no primeiro semestre de 2017, de acordo com informações da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A crescente surpreendeu o governo do Estado, como admite o secretário estadual da Fazenda, Bruno Funchal. Ele destaca que o crescimento veio acima do que estava programado e que isso deve gerar um investimento maior ao longo de 2017.

"Como os recursos de royalties e participações especiais possuem regras para sua destinação, faria sentido aumentar investimentos em estradas e hospitais, por exemplo. Este é um montante que não deve ser realocado em algum gasto recorrente. Como é commodity, nada garante que vai ser mantido o mesmo preço, mas nossa projeção é de repetir a mesma arrecadação no segundo semestre, fechando o ano com algo em torno de R$ 1,2 bilhão em royalties", explica.

PETROBRAS DEVERÁ AUMENTAR PRODUÇÃO NO ES

A Petrobras anunciou para investidores, em junho, que o Espírito Santo vai receber robustos investimentos, entre 2017 e 2019, com a intenção de acelerar o crescimento da produção de petróleo e gás no Estado. A estatal aposta todas as fichas no aumento da produtividade no Parque das Baleias, no litoral Sul Capixaba.

Segundo a Unidade de Operações de Exploração e Produção do Espírito Santo, a produção no Parque das Baleias tem contribuído positivamente com os resultados da companhia. Isso acontece num período em que o ativo vem recebendo investimentos importantes, como a entrada em operação do FPSO Capixaba e da P-57, em 2010, do FPSO Cidade de Anchieta, em 2012, e da P-58, em 2014.

Em relação aos investimentos previstos para o Espírito Santo no Plano de Negócios e Gestão 2017/2021, a companhia trabalha no mar com projetos previstos para a entrada em produção, a partir de 2017, nos campos de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo, e de Baleia Azul e Cachalote, na Bacia de Campos no Parque das Baleias, com a interligação de novos poços a plataformas já presentes e em produção.

A estatal ainda planeja interligar 22 poços do pós e do pré-sal dos campos de Jubarte e Cachalote a uma nova plataforma do tipo navio FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás) com capacidade de produção de 100 mil bpd de óleo e 4 milhões de m3/ de gás.

Esse projeto, que atualmente é o maior da carteira nos ativos gerenciados pela Unidade de Operações do Espírito Santo, está em fase de avaliação de alternativas com base nos estudos de viabilidade técnica e econômica. A definição da melhor alternativa para o desenvolvimento do projeto está prevista para acontecer até o fim de 2017 e, posteriormente, passará pela fase de detalhamento e planejamento das contratações necessárias para o desenvolvimento do empreendimento, segundo a estatal.