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Indústria e serviço puxam retomada da economia no Espírito Santo

PIB capixaba pode crescer até 2,8% neste ano

Lançamento do Anuário 2017 contou com palestra sobre panorama da economia
Lançamento do Anuário 2017 contou com palestra sobre panorama da economia
Foto: Ismael Inoch

Os desafios ainda estão postos e são muitos, mas o desânimo e a sensação de que o país está no fundo do poço tem ficado cada vez mais para trás. Entre os indicadores que reforçam que o cenário negativo vem perdendo espaço estão as perspectivas para o PIB capixaba e para a recuperação dos setores em 2017.

As projeções são de que a economia do Estado cresça entre 0,7% e 2,8% neste ano e que os setores da indústria e de serviços sejam os principais responsáveis por tirar o Espírito Santo da recessão. Essa conjuntura mais positiva foi apresentada nesta segunda-feira (28), durante lançamento da 13ª edição do Anuário Espírito Santo – publicado por A GAZETA. A revista, que faz uma espécie de raio-x da economia capixaba, traz um dado inédito: a previsão do PIB para 2017.

A pedido da publicação, o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) traçou três cenários. O conservador prevê que a economia vai ter uma leve reação, de 0,7%, frente à queda histórica de 12,2%, em 2016, resultado da grave recessão brasileira, somada à paralisação da Samarco e à seca enfrentadas pelo Estado. Já sob uma perspectiva moderada, o PIB deve crescer 2%. A ótica otimista, por sua vez, projeta um avanço de 2,8%.

A diretora de Estudos e Pesquisas do IJSN, Ana Carolina Giuberti, explica que os números foram projetados a partir da base de dados do primeiro trimestre, e ressalva que eles podem sofrer alterações de acordo com os acontecimentos econômicos e políticos do país. Para ela, a tendência é que o Estado feche o ano com um percentual entre o conservador e o moderado. “O que já seria muito positivo considerando que a gente veio de um ano de queda brusca”.

Outra análise feita para o Anuário foi a do economista Eduardo Araújo, que usou como base números de janeiro a maio. Ele fez projeções por setor e identificou que a Indústria é a que vai apresentar o melhor resultado, com crescimento de 6%. O segmento de Serviços também irá crescer, mas com tímidos 0,3%. Já o Comércio ainda está com um desempenho inferior, e tem a perspectiva de fechar com uma queda de 2,6%. “Na Indústria, os destaques ficam com a extrativa e a de alimentos. Enquanto o de Serviços vem sendo puxado principalmente pela atividade de transportes”, cita Araújo.

EMPREGO

O diretor-executivo do Ideies, Marcelo Saintive, reforça que a indústria deve performar melhor neste ano, mas pondera que pelo fato da indústria extrativa ser menos intensiva de mão de obra, os postos de trabalho devem se recuperar mais lentamente do que a produção.

Para o presidente da Fecomércio, José Lino Sepulcri, o fechamento do setor será melhor do que projetado por Araújo. Entre os empresários, a perspectiva é de que haja um crescimento de 1% a 1,5%. “Não podemos sonhar com grandes milagres, mas já estamos trabalhando com cenário positivo”.

Empresários do Estado avaliam que, com a recuperação gradual neste ano, a perspectiva para 2018 é mais animadora. “Se a reforma previdenciária avançar, para o ano que vem vamos voltar para o patamar de 2% a 3% de crescimento”, afirma Aridelmo Teixeira, presidente do Espírito Santo em Ação.

O diretor do Grupo Carone, William Carone Junior, acredita que o fundo do poço já passou. “A economia parou de cair. Estamos estabilizados agora”.

Já o presidente da MedSênior, Maely Coelho, vai além: “Estamos acreditando tanto em expansão que já estamos fazendo investimentos e temos um projeto ambicioso para 2018, vislumbrando o crescimento da economia”.

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