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Estado Islâmico reivindica autoria de ataque na Champs-Élysées que matou um policial

Ataque ocorre às vésperas da eleição presidencial; ministro do Interior corrige informação de que um segundo policial ferido havia morrido; Hollande fala em terrorismo, linha investigada pela Procuradoria

Policiais isola Avenida Champs-Élysées após ataque
Policiais isola Avenida Champs-Élysées após ataque
Thibault Camus

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria de um ataque na Avenida Champs-Élysées nesta quinta-feira, 20, no qual um homem armado trocou tiros com a polícia, por volta das 21h (16h em Brasília). Um policial foi morto e dois ficaram gravemente feridos. O atirador foi morto pela polícia no incidente, que ocorre às vésperas da eleição presidencial, no domingo.

O ministro do Interior francês, Pierre-Henry, informou que os policiais eram o alvo do ataque. Ele corrigiu a informação de que um segundo policial havia morrido. Em seu pronunciamento, o presidente francês, François Hollande, assegurou que se tratou de um "ataque terrorista". Ele convocou uma reunião de gabinete de emergência.O tiroteio na Champs-Élysées está sendo investigado pela seção antiterrorismo da Procuradoria de Paris.

Segundo a agência Reuters, um mandado de prisão foi emitido para um segundo envolvido no incidente. De acordo com o Ministério do Interior, o atirador saiu de um veículo e deliberadamente mirou em policiais que faziam a guarda na região da avenida, a mais importante da França. Uma fonte policial afirmou que ele já era conhecido das autoridades como um extremista.

O EI reivindicou a autoria do ataque em seu site de propaganda na internet. A Polícia, porém, ainda não falou sobre possíveis conexões entre os envolvidos no ataque e o grupo.

 

Dezenas de unidades policiais foram enviadas a um dos locais mais famosos entre os turistas na cidade. O comércio da região fechou as portas e a via foi isolada pela polícia.

Via redes sociais, a chefia de polícia de Paris aconselhou: "Evitem o setor e respeitem as orientações das forças de polícia". O ataque desta quinta ocorre dois dias depois de uma operação policial prender dois homens em Marselha suspeitos de preparar um atentado imimente visando as eleições.

Os candidatos à presidência cancelaram seus eventos de campanha desta sexta-feira. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump lamentou o ocorrido em Paris durante um pronunciamento ao lado do primeiro-ministro italiano. "Isso parece mais um ataque terrorista."