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Partidos cogitam nomes para a sucessão de Paulo Hartung

A mais de um ano da eleição, movimentação política já mira o Palácio Anchieta

Se as regras eleitorais forem mantidas tais quais estão hoje, ainda falta mais de um ano para o calendário eleitoral de 2018 ser deflagrado. Isso não impede, no entanto, que pelo menos sete possíveis candidatos já estejam se movimentando mirando o Palácio Anchieta. (veja abaixo galeria com os cotados)

Palácio Anchieta, a sede do governo do Estado: políticos de olho nas eleições 2018
Palácio Anchieta, a sede do governo do Estado: políticos de olho nas eleições 2018
Foto: Bernardo Coutinho

Só no PSDB, três já teriam externado o desejo de substituir o atual governador Paulo Hartung (PMDB), que, de olho em um voo nacional, não deverá buscar a reeleição. São eles: o atual vice-governador, César Colnago, o senador Ricardo Ferraço e o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas.

“O nosso projeto é ter um nome para a disputa do governo, mas, discutir os nomes mesmo, só no ano que vem. Todos esses nomes externaram desejo, todos falam da possibilidade, mas existe uma distância enorme, as coisas mudam muito de um ano para outro. O que vai pesar é o cenário da época, a situação política da época que vai direcionar”, disse o presidente estadual do PSDB, Jarbas Ribeiro.

O próprio PMDB do governador, alinhado com o tucanato do vice-governador, poderá apresentar candidatura. Com a saída de Paulo Hartung da disputa, a senadora Rose de Freitas estaria se movimentando a fim de se viabilizar, segundo fontes. Ela, porém, nega e afirma que ainda é cedo para tratar do assunto.

“Não tem condições de falar sobre isso, estamos iniciando 2017 com um monte de problemas no país e não falo sobre especulações, cogitações. Sobre o PMDB ter uma candidatura própria, o partido vai ter que se reunir, assim como todos os partidos quando chegar perto da eleição, depois estudar as possibilidades e propostas. Mas agora não tem nada ainda”, disse a senadora.

DISPUTA ENTRE ALIADOS

Uma possível disputa entre aliados também vai se desenhando entre o ex-governador Renato Casagrande (PSB), o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), e o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), todos possíveis candidatos. Casagrande esteve no palanque apoiando os dois prefeitos na última eleição. PPS e Rede avaliam lançar nomes próprios.

"O Renato Casagrande vem trabalhando, mas não se coloca como candidato. Ainda é muito cedo. Teremos que avaliar lá na frente como estará a conjuntura. Não conversamos com o PPS, mas acho a candidatura do Luciano boa, assim como a do Audifax e do Luiz Paulo também. Nós respeitamos todas lideranças que colocaram seus nomes. Por enquanto, existe uma vontade mais do que justa dos partidos, de quem se coloca, mas lá na frente é que vai se definir”, disse o vice-presidente do PSB, Luiz Carlos Ciciliotti.

César Colnago, Ricardo Ferrraço, Luiz Paulo, Audifax Barcelos, Renato Casagrande, Rose de Freitas e Luciano Rezende
César Colnago, Ricardo Ferrraço, Luiz Paulo, Audifax Barcelos, Renato Casagrande, Rose de Freitas e Luciano Rezende
Foto: Montagem Gazeta Online

Já o presidente do PPS, o secretário de Gestão Estratégica de Vitória, Fabrício Gandini, desmentiu que o prefeito Luciano Rezende esteja se credenciando para a disputa, pelo menos no momento: “Não existe nenhuma pretensão nesse sentido. O prefeito está focado em cumprir o mandato, é o que ele tem dito. O que está havendo é que alguns militantes acham que ele deveria, mas não tem iniciativa nesse sentido, não discutimos isso. Não tem nenhuma perspectiva, pelo menos não é o plano no momento, não”, disse.

O deputado estadual Marcos Bruno (Rede), por sua vez, defendeu a candidatura do correligionário do município da Serra e disse que o plano este ano é rodar o Estado em busca de fortalecer o partido para a eleição.

“O Audifax é um quadro excelente dentro do partido, maduro o suficiente para disputar esse espaço, não encontra resistência dentro do partido. Precisamos agora dar força, levar o partido a todos os municípios, criar um pouco mais de musculatura. Embora respeite o nome do ex-governador Renato Casagrande, defendo a linha que temos que fazer nosso projeto sem esperar definição de nenhum outro ator político e vamos nos dedicar ao máximo para que ele (Audifax) consiga êxito”, afirmou o redista.

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