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STF libera delação de executivos da JBS; veja vídeos

Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos do Grupo, prestaram depoimentos à Procuradoria-Geral da República nos quais revelam corrupção em órgãos dos Governos Lula, Dilma e Temer

BRASÍLIA - Em depoimento de delação premiada gravado em vídeo o dono da JBS, Joesley Batista, afirmou que ouviu do presidente Michel Temer que era "importante manter" pagamentos mensais de R$ 400 mil a Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-deputado Eduardo Cunha, para "garantir o silêncio".

Veja os vídeos do depoimento de Joesley Batista logo abaixo

"Eu ouvi do presidente Michel Temer que era importante manter isso. A primeira missão era essa. Saber dele se o compromisso era necessário, ele me disse de pronto que sim", disse Joesley.

O dono da JBS disse que se reuniu com Temer para saber dele se mantinha os pagamentos feitos ao doleiro, chamado pelo empresário de "operador financeiro" de Cunha, Temer e do PMDB da Cãmara.

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"Tem o problema do Eduardo Cunha e do Lúcio Funaro. O Lúcio Funaro é o operador financeiro do Eduardo, do esquema do PMDB da Câmara, composto pelo presidente Michel, pelo Eduardo e alguns outros membros. Eu fui lá dizer: o Eduardo está preso, o Funaro está preso e a gente paga uma mensalidade para o Lúcio", disse Joesley, acrescentando:

"Eu fui lá falar com o presidente isso, que tinha acabado o saldo do Eduardo. Por outro lado, seguia pagando o Lúcio R$ 400 mil reais por mês. Queria informar isso a ele e saber a opinião dele. De pronto ele me disse: "é importante continuar isso".

Joesley disse ainda que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha já preso, como saldo de uma dívida de propina de R$ 20 milhões:

"Depois que ele foi preso, a gente pagou R$ 5 milhões de um saldo de dívida que ele tinha de créditos ilícitos, de propina, que tinha ficado de um saldo anterior. Era 20 milhões relacionados a renovação do incentivo da exoneração tributária do setor de frango, na época o Eduardo Cunha tramitou essa prorrogação e ele pediu R$ 20 milhões.

O dono da JBS disse que recebeu "sinais" do ex-ministro Geddel Vieira Lima para manter os pagamentos a Funaro. Depois que Geddel saiu do governo, Joesley disse que procurou Temer para saber a opinião do presidente sobre os pagamentos, e entendeu que sim, deveria continuar.

"Eu entendi aquilo como um reforço da necessidade de eu manter. Existe um grupo que parte está preso e parte está no poder".

 

 

 

 

 

 

 

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