Notícia

Familiares de universitária morta por motorista bêbado pedem Justiça

O grupo de amigos de Juliana Vasconcelos Cypriano saiu em passeata até a Igreja Nossa Senhora da Consolação, onde acontecerá uma missa de sétimo dia

Manifestantes exigigem da Justiça que o caso não fique impune
Manifestantes exigigem da Justiça que o caso não fique impune
Foto: Marcel Alves

Familiares e amigos da universitária Juliana Vasconcelos Cypriano, 25 anos, que morreu após ter a moto atingida pelo carro conduzido por um motorista embriagado no último domingo (11), em Cachoeiro de Itapemirim, fizeram uma manifestação no final da tarde deste sábado (17) para exigir da Justiça que o caso não fique impune.

Vestidos de branco e carregando balões da mesma cor, familiares e amigos saíram da Praça de Fátima às 17 horas, no bairro Beira Rio, onde se concentraram para iniciar a caminhada.

Cartazes carregados pelos manifestantes também contestavam o baixo valor da fiança estipulada para o acusado do crime deixar a prisão. A manifestação seguiu até a Igreja Nossa Senhora da Consolação, onde foi marcada a missa de sétimo dia da morte de Juliana.

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O caso

Juliana Vasconcelos Cypriano morreu após ter moto atingida por motorista embriagado
Juliana Vasconcelos Cypriano morreu após ter moto atingida por motorista embriagado
Foto: Reprodução

A universitária Juliana Vasconcelos Cypriano estava na garupa de Matheus Aguiar Nascimento, de 22 anos, que conduzia a moto Honda Fazer 150. Juliana chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Matheus teve de amputar parte do pé e se recupera em casa.

Gabriel Abrantes, de 25 anos, que pilotava uma Honda CG 150, também foi atingido e já se recupera em casa. Na garupa estava a professora de balé Ludmyla Schaydegger, de 26 anos, que permanece internada. Os jovens estavam juntos e voltavam de uma festa. Todos foram atingidos pelo pedreiro Paulo Sergio Lopez Barroso, em um Fiat Siena cinza, que invadiu a contramão. O motorista do carro ainda tentou fugir do local, mas acabou preso.

Em audiência de custódia realizada na tarde de segunda (12), o juiz estipulou uma fiança de 20 salários mínimos, que dá o valor de R$ 18.740,00. Como a fiança não foi paga, Paulo permanece preso. Ele já responde a processo na Justiça por se envolver em outro acidente de trânsito com vítima.