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Admitem-se mães

Com um quadro de funcionários formado por mais de 50% de mulheres, registramos mais de 100 partos por mês

Debater a igualdade de gêneros está em voga. Mas ainda há muito a ser conquistado. No ambiente corporativo, ainda se busca a isonomia salarial entre homens e mulheres, e a presença delas em cargos decisórios é baixa. O Índice Global de Desigualdade de Gênero, apresentado no Fórum Econômico Mundial do ano passado, mostra que serão necessários 95 anos para que mulheres e homens atinjam situação de plena igualdade no Brasil.

Podemos escolher entre manter esse ritmo e cumprir a sina de usufruir de melhorias somente daqui a um século, ou acelerar o passo e garantir vitórias para as gerações que nos sucederão imediatamente. Como empresa socialmente responsável, escolhemos a segunda opção. E uma das formas de fazer isso acontecer é dar segurança para que as mulheres sigam suas metas de planos de carreira – e isso inclui cuidar para que também possam exercer a maternidade de maneira plena, quando assim decidirem.

A licença-maternidade já não cumpre esse papel? Não. É inegável a importância desse período para que a mãe se recupere fisicamente e estabeleça vínculos afetivos com o bebê e para o desenvolvimento do recém-nascido, mas ainda podemos avançar.

Um programa desenvolvido, por exemplo, prevê também acompanhamento da funcionária por uma equipe médica durante toda a gestação e nos meses seguintes. Além disso, os custos das despesas médicas com consultas e exames são 100% assumidos pela empresa.

Isso pode parecer óbvio, mas é resultado de um olhar mais atento em relação ao seu público interno, prioritariamente formado por jovens. Somos reconhecidamente a porta de entrada para o primeiro emprego e, com isso, a média de idade dos nossos colaboradores é baixa: 23 anos. Com um quadro de funcionários formado por mais de 50% de mulheres, registramos mais de 100 partos por mês.

Os resultados do projeto são fabulosos: garante que as mães realizem mais que as oito consultas de pré-natal preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, consequentemente, reduz o número de bebês que necessitam de cuidados especiais pós-nascimento. Os feedbacks que recebemos mostram que estamos no caminho certo. Mais do que fazer o básico, estamos fazendo algo que realmente fala com a nossa gente e reflete positivamente em toda a empresa.

*O autor é diretor de Recursos Humanos da Divisão Brasil de uma rede de serviço rápido de alimentação