Notícia

Deslize para atender

O simples fato de deslizar para atender o telefone pode custar uma vida, não só a sua própria, mas também a de outros

O telefone toca, a tela brilha, dá uma olhadinha, pega o celular, e quando se deu conta, não deu tempo de parar.

Aline, universitária, 21 anos, solteira, independente, atualizada, utiliza o serviço alternativo de transporte na volta da balada e, hoje, não vê problema no uso do celular enquanto está no volante. Apesar da consciência quanto à bebida e trânsito, considera habitual o uso do aparelho celular.

Responder mensagens, atualizar o status das redes sociais ou mesmo atender uma ligação, são hábitos comuns praticados no trânsito. Mas afinal, quais são as consequências desses hábitos?

Refletir sobre o tema não é comum, mas é muito necessário, principalmente entre os jovens, que estão conectados a todo tempo e têm cada vez mais dificuldade de ficar offline por alguns minutos.

O uso dessa tecnologia faz com que o indivíduo se disperse e perca sua atenção no trânsito. Segundo pesquisa do NHTSA – Departamento de Trânsito dos Estados Unidos – aumenta em 400% o risco de ocorrer um acidente quando se utiliza o celular. Importa dizer que dirigir utilizando celular é considerado infração gravíssima aqui no Brasil e, por isso, a ação leva ao desconto de 7 pontos na carteira e à incidência de multa de R$ 293,47. Porém, as punições não são suficientes e precisam de mais consciência dos cidadãos.

Apesar disso, é comum encontrar “Alines” por aí. Pessoas comuns que se tornam armas em potencial, pois acreditam que são inatingíveis. Prova disso são os números de acidentes e vítimas dessa prática. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, durante a primeiro semestre de 2015 foram aplicadas mais de 10.500 multas no país pelo uso de celular ao volante.

Neste contexto, cabe parar e refletir sobre as consequências de simples atitudes que praticamos no trânsito. O simples fato de deslizar para atender o telefone pode custar uma vida, não só a sua própria, mas também a de outros. É necessária uma mudança de hábitos.

*Marina e Sabrina são alunas de graduação da FDV e membros do Projeto de Extensão da FDV Constituição no Concreto

*Luísa é professora e coordenadora de Extensão e de Relações Institucionais e Internacionais da FDV

Ver comentários