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Indústria automobilística 4.0: uma nova estrada

A quarta revolução industrial é uma realidade e promete mudar completamente as fábricas que conhecemos

O avanço das novas tecnologias é um caminho sem volta. A digitalização e automação vem revolucionando diversos setores, e com a indústria automobilística não é diferente. As fábricas inteligentes estão alterando a produção e redesenhando o mapa global da competitividade das nações. A indústria 4.0, instituída pela Alemanha, ou a Internet Industrial, versão norte-americana, se caracteriza pelo alto grau de conectividade em seus processos e pela introdução da Internet das Coisas na cadeia de suprimento, produção e distribuição.

Os novos sistemas de produção, com softwares cada vez mais sofisticados, dão forma à chamada quarta revolução industrial. O que muda em relação às três revoluções anteriores é que desta vez a participação do homem na operação das máquinas é quase zero. O assunto é tema da agenda econômica de países da Europa, além dos Estados Unidos, China, Coreia e Japão, e pode ser a saída para a revitalização do setor industrial, agora voltado para a alta produtividade trazida pela digitalização.

Um exemplo concreto vem de uma fábrica americana que produz itens para avião. Tudo é digitalizado, há poucos funcionários, mas todos altamente especializados e com capacidade de operar várias máquinas de uma só vez. Algumas podem ser programadas para produzir no fim de semana sem qualquer assistência humana. Softwares avançados permitem que os equipamentos detectem falhas, avisem os programadores e encaminhem as soluções.

No mercado automotivo, a tecnologia corre também para trazer mais segurança, conforto e, principalmente, se adequar aos hábitos dos consumidores. Aliás, pesquisas apontam o uso das tecnologias virtuais em todas as fases do processo de aquisição do veículo, o que inclui do test-drive até o cheiro de carro novo, para as próximas décadas.

A indústria norte-americana fundada por Henry Ford usa extensamente a realidade virtual na área de design. Imagine experimentar um veículo sem precisar de um protótipo físico. Isso já é possível. Dessa forma, conseguem aprimorar o acabamento de modo mais rápido e eficiente e confirmar a posição dos controles, do painel e dos bancos. É uma nova estrada que nos leva para o futuro digital.

*O autor é diretor de uma revendedora de automóveis

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