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Vitória da inovação

Tripé empresarial, universitário e político permite dizer que é hora de colocar Vitória na vanguarda das cidades inteligentes

Demorou, mas afinal chegou a autorização para que o Centro de Inovação (CI) seja construído. Após três décadas de espera, o Parque Tecnológico de Vitória terá o seu primeiro prédio, que nasce com a responsabilidade de se tornar o ícone da nova matriz econômica da cidade.

Em paralelo à obra, estamos definindo a vocação do CI e seu modelo de gestão. Numa série de reuniões organizadas pela CDV com jovens empresários, líderes industriais e dirigentes universitários, prevaleceu a ideia de que o CI deve ser um “hub” de inovações economicamente viáveis, ambientalmente adequadas e culturalmente estimulantes. Por sua vez, o modelo de gestão deverá manter o CI autossustentável. Ali, pesquisadores e empreendedores deverão adaptar-se às leis do mercado, meio seguro de ampliar a oferta de trabalho e de aumentar a renda.

O prazo para erguer o prédio é de 18 meses. O plano de trabalho da CDV, exigência do convênio com o MCTIC, prevê a contratação de uma consultoria com notória proficiência em gestão de habitats de inovação, além de conhecimento do ecossistema de inovação capixaba. Prevê, ainda, intercâmbio técnico com países selecionados por sua excelência na administração de parques tecnológicos, e pelas oportunidades de parcerias.

Além disso, vamos convidar peritos nacionais e internacionais para debater, em conferências e seminários organizados em Vitória, os meios de assegurar o êxito do Parque Tecnológico de Goiabeiras e outros temas relacionados à quarta revolução industrial. Esses eventos destinam-se a informar, sensibilizar e mobilizar a sociedade capixaba, bem como atrair a atenção de investidores e pesquisadores nacionais e internacionais para as oportunidades que surgirão na capital e seu entorno.

A nova diretoria da Findes já anunciou que prioriza a inovação e as universidades estão prontas para abraçar o Parque, ao qual o prefeito Luciano Rezende atribui prioridade. O sólido tripé empresarial, universitário e político permite afirmar que chegou, enfim, a hora de colocar Vitória na vanguarda das cidades mais inteligentes e humanas do país.

*O autor é diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV) e embaixador aposentado

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