Notícia

Sobre o racismo

É uma teoria de pureza da raça, mas se transformou na separação das mesmas. O racista é partidário do racismo

*Rômulo Augusto Penina

É uma teoria de pureza da raça, entretanto, se transformou na separação das mesmas e é usada para fins políticos e também no mundo esportivo, entre os jogadores, como foi o caso recente do jovem Vinícius Junior, do meu Flamengo, onde a segregação não tem limites. Nos grandes clássicos de futebol na Europa, chama a atenção as várias placas contra o racismo. E no Brasil...?

O racista é partidário do racismo. Por coincidência, a jovem Dolores Gutierres, que se tornou nossa avó ao chegar de navio vindo de Málaga, relatava que “os negros” estavam em festa, era libertação da escravatura.

Beatriz Mamigonian, em seu livro “Africanos Livres”, nos obriga a olhar para o presente, e afirma: “O Estado brasileiro fingia que não via os brancos que traziam negros; e sua burocracia cuidava de tirar das ruas a população ‘sempre perigosa’ de 11 mil ‘pretos livres’ que haviam conseguido a proteção da lei de 1831. Os negros eram entregues a ‘concessionários’ que pagavam à Coroa módicas quantias e, aos negros, destinava-se a gente de ‘reconhecida probidade e inteireza’”.

O grande e inesquecível artista Nat King Cole também travou uma luta contra o racismo. Em suas apresentações em Las Vegas para turistas de todo o mundo, era proibido se alojar em hotéis.

Uma grande verdade foi dita pela professora Eduarda Rossana, do caso da creche de Vitória com a polêmica do painel com bonecas afro: “tudo o que veio do negro é pejorativo: o cabelo é ruim, a religião é do mal é e feito uma demonização”.

Em artigo recente, o professor Gelson Junquilho nos traz a intolerância ao que foi chamado de “símbolo da macumba”: é um ato “racista, preconceituoso, anticristão e, infelizmente, intolerância tantos males causam a humanidade”.

Para concluir, fujo um pouco do assunto para lembrar, com enorme tristeza, das tragédias na BR 101, a rodovia da morte e o homicídio da querida médica Milena Gottardi. “Eu sempre estarei com vocês para protegê-las e amá-las”, ela escreveu. Dedicamos a todos os familiares que perderam algum ente querido: “quem dera, por um descuido, Deus pudesse trazer de volta. Nem que fosse por um segundo”.

*O autor é ex-reitor da Ufes

 

 

Ver comentários