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Rede Gazeta, 90 anos: jornalismo a serviço do cidadão

Uma imprensa profissional livre e independente é essencial para a democracia e para o cidadão: ela é a maior aliada na defesa de seus interesses como consumidor, contribuinte, trabalhador

Redação Multimídia da Rede Gazeta
Foto: Marcelo Prest

Assembleia Legislativa tem um posto de saúde exclusivo para deputados e familiares, enquanto a população sofre nas unidades do SUS. A Polícia Rodoviária Federal e o Dnit não se entendem sobre a fiscalização nas estradas, e milhares de caminhões são liberados para circular com excesso de peso. O poder do tráfico oprime dezenas de comunidades em bairros da Grande Vitória, e alguns grupos já têm ligação com facções criminosas de outros Estados. Um esquema bilionário de grilagem de terras, sob investigação do Ministério Público, envolve advogados, magistrados e militares. Esses são alguns exemplos recentes de reportagens relevantes para o Espírito Santo, que foram divulgadas em veículos da Rede Gazeta.

Divulgar a verdade, iluminar o debate dos problemas coletivos - o que seria mais necessário?
Otávio Frias Filho

Uma imprensa profissional livre e independente é essencial para a democracia e para o cidadão: ela é a maior aliada na defesa de seus interesses como consumidor, contribuinte, trabalhador. É papel da imprensa, por exemplo, fiscalizar a boa aplicação do dinheiro dos impostos, cobrar a melhoria dos serviços de saúde, educação e segurança e denunciar abusos cometidos pelo poder público ou por agentes econômicos – da gasolina adulterada nos postos ao uso indevido de carros oficiais.

“O jornalismo, tal como procuram praticá-lo, é um serviço de utilidade pública. Divulgar a verdade, estimular um exercício consciente da cidadania, iluminar o debate dos problemas coletivos – que outra atividade seria mais elogiável e necessária do que essa?”, disse certa vez Otávio Frias Filho, diretor de Redação da Folha de S.Paulo, falecido recentemente.

O erro está em tomar a liberdade de imprensa como um privilégio de jornalistas, quando, na verdade, é um direito do povo
Austregésilo de Athayde

Justamente por incomodar os poderosos em defesa do cidadão, a imprensa independente costuma ser alvo de críticas no mundo inteiro. Dias atrás, nos EUA, os jornais reagiram em bloco aos ataques que vêm sofrendo do presidente Trump. Mais de 300 veículos publicaram editoriais defendendo o papel da imprensa.

“Criticar a imprensa é absolutamente correto. Repórteres e editores são humanos e cometem erros. Corrigi-los é parte de nosso trabalho. Mas dizer que as verdades de que você não gosta são ‘fake news’ é perigoso para a democracia. E chamar jornalistas de inimigos do povo é perigoso, ponto-final”, escreveu o The New York Times, em editorial publicado dia 15 de agosto.

Diversos veículos no mundo, incluindo o Times, têm difundido a ideia de que, ao assinar um jornal, o leitor está contribuindo para aperfeiçoar a democracia: “Este editorial é para lembrar o leitor do valor da imprensa livre. Se você ainda não o fez, assine o jornal de sua cidade. Elogie quando ele fizer um bom trabalho, critique quando achar que eles poderiam ter feito melhor. Estamos todos juntos nesta”, disse o New York Times, naquele texto de 15 de agosto.

Liberdade de imprensa e democracia caminham juntas. Austregésilo de Athayde, um dos grandes jornalistas do país, presidente da Academia Brasileira de Letras, falecido em 1993, disse certa vez, em plena ditadura militar, nos anos 70: “O erro está em tomar a liberdade de imprensa como um privilégio de jornalistas, quando, na verdade, é um direito do povo. Como privilégio, não seria aceitável. Como direito ao pleno conhecimento da verdade por parte de governantes e governados é a primeira das franquias democráticas. A liberdade de imprensa serve mais aos homens de governo do que ao povo, pois permite àqueles tomar conhecimento de fatos que, em geral, os áulicos lhes sonegam”.

Ao celebrar 90 anos, a Rede Gazeta renova seu compromisso com o jornalismo independente e plural, a serviço da comunidade do Espírito Santo, para promover o desenvolvimento econômico, social e cultural do Estado. Essa é a nossa missão, que nos trouxe até aqui e nos move em direção ao futuro.

Ao longo de nossa história, estivemos do lado da sociedade, apontando desmandos e contribuindo para o debate público, em busca de solução para os problemas coletivos. Nos anos 60 e 70, durante o regime militar, registramos a atuação de grupos de extermínio na Grande Vitória. Nos anos 90, denunciamos organizações criminosas que se infiltraram nas instituições estaduais. Neste ano, promovemos debates sobre as reformas que o Brasil precisa para retomar o crescimento e a geração de empregos. Agora, nas eleições, promovemos debates entre os candidatos e realizamos coberturas sobre os grandes desafios do Estado, como educação, segurança e obras de infra-estrutura. Tudo isso para que você, leitor, possa formar melhor a sua opinião e decidir livremente o seu voto.

Sabemos, contudo, que toda a experiência acumulada ao longo de décadas, que nos trouxe até aqui, não garante um passaporte para o futuro. Por isso, estamos sempre preocupados em inovar e investir em tecnologia e na qualificação profissional de nossos jornalistas. Buscamos sempre nos aproximar cada vez mais de você, leitor.

Ao longo dessas décadas, muita coisa mudou: os hábitos de leitura, os meios de distribuição de conteúdo, o engajamento e a interatividade. Seja no papel, seja no computador seja no celular, porém, uma coisa não mudou: o nosso compromisso com a verdade e com o nosso público. Trabalhamos todos os dias para levar a notícia correta até você, no papel ou na palma de sua mão. Conte com a gente, sempre!

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