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Tite destaca Neymar na Seleção: 'Amadureceu ao longo do tempo'

Treinador também falou sobre a parte tática da equipe, que contará com Fabinho na lateral-direita e Coutinho no meio contra os Estados Unidos

Nesta quinta-feira, na coletiva antes do primeiro teste da Seleção Brasileira após a Copa do Mundo, o treinador Tite destacou diversos pontos, entre Neymar ser escolhido como o capitão fixo e alguns pontos que envolvem tática, como Fabinho jogar de lateral e Coutinho pelo meio. Marcado por fazer um rodízio na braçadeira de capitão até aqui, o técnico parece ter mudado de ideia em relação a isso. Nos primeiros instantes da entrevista, Tite afirmou que Neymar será o jogador fixo a carregar essa farda no ciclo para a Copa do Mundo no Catar, em 2022. - Neymar é uma liderança técnica, que amadureceu ao longo do tempo, tem sabido absorveu situações importantes, de erros e críticas. Somos incompletos e estamos sempre nos lapidando. Eu cometo meus erros e vou continuar cometendo. Quando houve uma reclamação na Copa, tomou cartão contra a Costa Rica, eu o chamei e falei o quanto era prejudicial aquela situação. Ele não reclamou mais nenhuma vez. Esse aprendizado é do lado humano. Tem a minha confiança, é um Top-3 para mim enquanto técnico - disse. O jogador, que foi duramente criticado pela mídia internacional após a eliminação do Brasil no último Mundial, começou a temporada no Paris Saint-Germain muito bem, inclusive atuando pelo meio no ataque da equipe de Thomas Tuchel, uma posição inédita na sua carreira na Europa. - Todos nós crescemos, evoluímos, nos aperfeiçoamos. E nisso está o líder técnico com uma responsabilidade maior agora de aprendizagem. Que os outros também vejam o lado humano bonito dele. É a mensagem que tento passar ao dar a braçadeira definitivamente ao Neymar - completou. O time que vem treinando durante esse ciclo de atividades no Estados Unidos contou com a presença de Fabinho na lateral-direita. O jogador do Liverpool, apesar de ter surgido nesta posição, não atua na defesa há, pelo menos, três temporadas, já que passou a definitivamente atuar na faixa central após sua passagem pelo Monaco. - Fabinho tem o DNA de lateral, ele jogou nessa posição em toda a base, e ele me disse que não teria problema quando eu falei com ele antes de anunciar a convocação. O trabalho tático é justamente para intensificar isso - falou. Outra questão que vem sendo presente é o fato de Philippe Coutinho estar atuando como um meia central, posição diferente da que ficou famoso no Liverpool, onde circulava da esquerda para o meio, assim como está ocorrendo com Ernesto Valverde, treinador do Barcelona, neste começo de temporada. - Coutinho pode jogar por dentro sim, como vem atuando no Barcelona. Aqui na Seleção, mas também pode jogar pela direita. Vai depender as chances a Fred, Arthur. As críticas pontuais ao Fernandinho foram injustas. Se tivéssemos aproveitado as chances, poderíamos estar enaltecendo ele agora - afirmou. Outro jogador que teve certo destaque nos treinamentos foi Arthur, que chegou a participar na equipe titular, no lugar que será ocupado por Fred. O atleta do Barcelona, que vem ganhando tempo de jogo após uma lesão quando ainda estava no Brasil, rendeu muitos elogios por parte de Tite. - Articulador, posicional, reprograma passe. O passe dele ele vira apenas o tornozelo, ele induz o marcador a ir em um lado e ele consegue fintar com uma mudança de lado, redirecionando o passe. Uma capacidade de fazer o passe para o passador. Ele faz a transição, pega a bola próximos dos zagueiros e dá o passe para Coutinho, Neymar, o articulador. Ele sempre encontra uma melhor saída, mesmo que esse passe não seja uma assistência - disse. Confira outros trechos da coletiva: Firmino e entrosamento da equipe - No dia antes dos jogos, eu dividia o lado direito com jogadores da equipe titular contra o esquerdo com atletas que não estavam jogando. Meio e ataque dos titulares contra defesa reserva. Isso dá entrosamento, consigo ter sintonia, link. O Neymar sabe como o Firmino vai jogar, vai compor também o meio-campo, ele sabe que ele não vai afundar muito, vai sempre ajudar no pivô. José Maria Marin preso no Brooklyn e jogo contra os EUA após a polêmica dos votos para a sede da Copa de 2022 - Entendo a pergunta, mas é endereçada à pessoa errada. Tenho responsabilidade e visibilidade grande no meu cargo. A Seleção é um departamento da CBF. As pessoas, quem comanda, dirige. Posso dizer que tenho muito orgulho da minha carreira e das minhas tomadas de decisão na minha função. Estilo de jogo - O jeito que sei trabalhar é uma equipe equilibrada, mas que premie posse de bola e agrida o adversário para criar oportunidades. Foi assim que construí minha carreira. Não vou pedir para o meu time dar a bola ao adversário mesmo que tenha a chance de derrota.

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