Gazeta Online

Notícia

Facebook oferece incentivos para atrair conteúdo para o 'Watch'

Produtores de cinco países poderão receber receita publicitária de seus vídeos em todo o mundo

App do Facebook em um iPhone da Apple
Foto: Johannes Berg

O Facebook está lançando internacionalmente o Watch, um concorrente de vídeos para o YouTube, e expandindo os incentivos financeiros que estimulam as pessoas a compartilhar conteúdo lá. Produtores de vídeos de cinco países poderão receber uma porcentagem da receita publicitária proveniente de seu conteúdo em todo o mundo, desde que seus vídeos no Watch sejam suficientemente populares e cumpram os padrões do Facebook, informou a empresa com sede em Menlo Park, na Califórnia.

Os incentivos publicitários serão expandidos a outros países no quarto trimestre. Enquanto isso, o Facebook ampliará os gastos com acordos de conteúdo para o website de vídeos para conquistar o público internacional.

"A quantia que estamos investindo nisso obviamente aumentará com o tamanho da oportunidade, e obviamente estamos nos expandindo para todo o mundo", disse Matthew Henick, chefe de estratégia de conteúdo e planejamento do Facebook, em entrevista.

A expansão global representa um risco para o Facebook. No feed de notícias, os anúncios aparecem separados do conteúdo do usuário. No serviço de vídeo, os anúncios podem aparecer no meio do que o usuário estiver assistindo. Impedir a veiculação de anúncios em vídeos polêmicos tem sido desafiador para o YouTube, que pertence ao Google e é o maior website de vídeos do mundo e o maior concorrente do Facebook Watch. Uma série de escândalos que enfureceram os anunciantes forçou o YouTube a limitar os vídeos que poderiam exibir anúncios e a reformular seu programa de publicidades premium, o Google Preferred.

O Facebook tem enfrentado problemas para policiar o conteúdo em países onde não tem tanta compreensão do idioma ou da cultura local. Fidji Simo, vice-presidente de produto responsável pelo Watch, disse que a empresa criou ferramentas para que os anunciantes não executem promoções para certos tipos de material, como conteúdo violento.

"Todas essas ferramentas estarão disponíveis nesses outros idiomas, e esta é, na verdade, uma das razões pelas quais fará sentido fazê-lo agora", disse Simo, em entrevista. "Queríamos nos assegurar de poder oferecer todos esses controles".

Mas é provável que a expansão também gere lucros. A América do Norte continua sendo o maior mercado para a venda de anúncios na internet, mas os mercados de mais rápido crescimento estão na Ásia e na América Latina, segundo a AppNexus. Seis dos 10 vídeos musicais mais populares do YouTube no ano passado estavam em espanhol.

No ad for you