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Mulheres conquistam mais diplomas, porém menos empregos, diz OCDE

Relatório da Organização também aponta que a renda delas é 26% menor

Mulheres ganham em média 26% menos que seus colegas homens nos países da OCDE, grupo que reúne economias desenvolvidas e alguns emergentes
Foto: Reprodução/Pixabay

O número de mulheres com diploma de ensino superior continua crescendo e ultrapassa o de homens nos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) , mas elas continuam com acesso limitado ao mercado de trabalho, indicou um estudo divulgado ontem pela instituição.

O informe “Panorama da Educação 2018” revela que, em 2017, 50% das mulheres entre 25 e 34 anos tinham ensino superior. Já entre os homens, a taxa era de 38% dos homens. Em 2007, a diferença era bem menor: 38% das mulheres tinham graduação contra 30% dos homens.

O relatório afirma, no entanto, que as mulheres continuam sendo “penalizadas no mercado de trabalho”. Cerca de 80% das formadas estavam no mercado de trabalho em 2017, contra 89% dos homens com o mesmo perfil. Dez anos antes, os percentuais eram de 81% e 91%, respectivamente, em leve retrocesso para ambos os sexos.

Além disso, essas mulheres ganham em média 26% menos que seus colegas homens nos países da OCDE, grupo que reúne economias desenvolvidas e alguns emergentes. A diferença é atribuída pela organização, em parte, “pelos períodos mais longos de inatividade, ou de desemprego, entre as mulheres, que podem atrasar os aumentos de seu salário”.

Em relação ao Ensino Médio, os homens representam cerca de 60% dos alunos repetentes, aponta o informe da OCDE, que este ano se concentrou na igualdade no ensino.

No México, o informe destacou que se alcançou “a paridade entre gêneros na matrícula em todos os níveis educacionais, incluindo o Ensino Superior”.

As mulheres apresentam, porém, uma taxa de emprego inferior à dos homens e ganham menos que eles. As mulheres com formação superior ganham “apenas 66% da renda média dos homens” com o mesmo nível educacional.

No Chile, apesar de os índices de avanço na formação estarem equilibrados entre ambos os gêneros, as mulheres com Ensino Superior ganham 65% menos do que os homens, "a maior brecha salarial" entre os países da OCDE.

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