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Guia ensina como combater a desinformação no período eleitoral

O Comitê Gestor da Internet no Brasil lançou livro com dicas práticas para que os usuários não sejam vítimas ou compartilhem informações falsas

Urna eletrônica
Foto: Divulgação

A desinformação distribuída pelas redes sociais é uma preocupação principalmente durante a campanha eleitoral, que tem início nesta quinta-feira (16). Antes de compartilhar um meme, um texto ou um vídeo, é preciso ter cuidados básicos para evitar que informações falsas circulem e influenciem o processo de escolha dos novos representantes do povo. 

Nesta terça-feira (14), o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou o guia "Internet, Democracia e Eleições" . Nele, há diretrizes para o combate à desinformação e dicas práticas para que os usuários não sejam vítimas ou compartilhem informações falsas. 

Oguia está dividido em cinco partes e inclui uma explicação sobre o funcionamento das redes sociais e o modelo de negócios adotado por várias empresas de internet; questões relativasa eleições, propaganda eleitoral e fenômenos de desinformação on-line; diretrizes que devem ser observadas pelos agentes empenhados no combate à desinformação; dicas para não ser vítima ou compartilhar notícias falsas, além da compilação de fontes de informação adicionais.

"É importante que todos os esforços por coibir a desinformação em todas as suas formas e proteger o exercício democrático durante as eleições – e para além dela – observem diretrizes que garantam a circulação livre de informações e ideias na rede", reforça Sergio Amadeu, conselheiro do CGI.br e coordenador do Grupo de Trabalho Internet e Eleições.

Veja os cuidados para não alimentar a desinformação ou ser vítima dela: 

1 - Desconfie de títulos bombásticos: Títulos muito bombásticos devem ser analisados com cautela, pois nem sempre refletem o conteúdo da notícia compartilhada. Uma prática comum de desinformação é a veiculação de títulos escandalosos que distorcem conteúdos antigos ou pouco relevantes. 

2 - Pense antes de clicar: Caso encontre uma informação interessante, mas que lhe gere algum tipo de desconfiança (por exemplo, porque traz um dado muito urgente ou novo que não foi veiculado em nenhum outro lugar ainda), observe a fonte antes de clicar, pois algumas páginas podem ser criadas com o objetivo de obter dados específicos sobre você ou até mesmo atacar seu computador. Mas preste atenção: às vezes os sites criados para difundir conteúdos falsos possuem nomes muito parecidos com o de veículos de comunicação tradicionais.

3 - Verifique as fontes:  Busque a informação em mecanismos de busca. Os principais meios de comunicação já se encontram presentes também no meio digital e buscam noticiar com agilidade os principais fatos ocorridos no país e no mundo; portanto, caso a informação seja verdadeira, você certamente a encontrará em veículos conhecidos. Se for uma mentira, também é possível que você encontre relatos de outras pessoas questionando a veracidade da mesma notícia. 

4 - Duvide de informações compartilhadas sem referências:  Quando receber alguma mensagem que não contenha referências (autor e data, por exemplo) ou fontes, pergunte à pessoa que a enviou como ela recebeu tal mensagem e como você pode verificar sua procedência. Outra opção é buscar on-line se há registros dessa informação em algum veículo de sua confiança. 

5 - Na dúvida, não compartilhe: Nem sempre temos tempo de verificar tudo o que vemos ou recebemos; afinal, estamos expostos a uma quantidade imensa de informações diariamente. Nesse caso, a não ser que tenha plena confiança na fonte, não compartilhe uma informação sem verificar. 

6 - Não se cale:  Lembre-se de que muitas plataformas possuem canais nos quais você pode denunciar conteúdos que considere abusivos ou desinformativos e não hesite em utilizá-los, caso se depare com esse tipo de material. 

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