Gazeta Online

Notícia

A cada tragédia, morre um pouco de nós, diz leitora sobre museu

Desde domingo, leitores do Gazeta Online vêm se manifestando sobre a tragédia que destruiu o acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro

Foto: MARCOS ARCOVERDE

O incêndio que destruiu o acervo do Museu Nacional , localizado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, foi um dos assuntos mais comentados nas diversas matérias publicadas na página do Gazeta Online no Facebook. Também recebemos muitas manifestações por e-mail. Confira abaixo:

Se pudessem, nos queimavam também, e é isso que está acontecendo, a cada tragédia anunciada morre um pouco de nós cidadãos e profissionais que lutam a cada dia pela educação, pela cultura, pelo museu, pela biblioteca... nossas vozes estão sendo caladas a cada instante, a cada museu ou biblioteca que fecha, se fecha a possibilidade de um país mais digno.

Kelly Azevedo, via Facebook

...

Isso é resultado da irresponsabilidade e negligência do governo. Imaginem o acervo que foi perdido. Paulinho da Viola diz em seu samba: “Quando penso no futuro, não esqueço meu passado”. Ele tem razão!

Meireles do Nascimento Jailson, via Facebook

...

Mais uma paulada no Rio de Janeiro e no Brasil. Perdemos o Museu Nacional, símbolo da história de um povo. Um incêndio levou tudo, ficou irrecuperável. É pena. Quem perde é o povo brasileiro.

Julio Cesar Frauches, por e-mail

...

Neste museu não se foram só ossos, bichos, múmias e outros coisas mais! Neste museu não tinha porcarias como li! Neste museu tinha a alma de toda uma nação, tinha a história de um povo, tinha a unidade nacional! O incêndio é como ver a casa dos seus avós ardendo em chamas, todas as histórias, lembranças e sentimentos vividos que nos levaram até aqui se foram!

Fagner Cavalliere

...

Não têm consciência, imagina memória... a única coisa que nos resta é esperança!

Geyse Andrade Brasil, via Facebook

...

E isso é o Brasil, um país que não preserva, destrói. Nesse palácio morou D. João, D. Pedro, Imperatriz Leopoldina, e muitos outros personagens importantes de nossa história, nos jardins desse palácio a princesa Isabel brincava. No interior desse museu estava Luzia, o fóssil da primeira brasileira. Agora perdemos documentos importantíssimos, o telhado já não existe mais, tudo acabou, 200 anos de história perdidos, um acervo lambido pelas chamas, e pobre coitados dos animais do zoológico que têm que sofrer com esse total desinteresse do Brasil.

Guilherme Marques, por e-mail

...

  Um país que despendeu em manutenção R$ 54 mil em seu principal acervo histórico, o Museu Nacional... ver seu conteúdo virar cinza é triste, ainda mais que, no mesmo exercício, disponibilizou-se à classe política R$ 2,5 bilhões aos fundos partidários, a fundo perdido. Convenhamos, não é um país sério...

Humberto Schuwartz Soares, por e-mail

...

Quando estudamos no Rio de Janeiro, isso há 40 anos, visitamos o Museu Nacional em duas oportunidades, e foi lá que vi, primeira e única vez, uma múmia, que D. João VI havia ganhado de presente. Naquela época o clima já era de abandono. Não havia nenhuma vigilância, parecia que não davam importância àquele Museu merecia. E esse incêndio estava anunciado, era questão de tempo.

Carlos Carvalho Loureiro, por e-mail

...

Luzia resistiu há mais de 11 mil anos, mas não resistiu à cretinice dos “desgovernantes”, que nunca se importaram em cuidar e preservar uma parte da nossa história. Um país sem passado é um país sem história. Um país sem história é um país morto. Quantos outros museus ficarão à mercê e ninguém fará nada? Vão esperar acabar com toda a história documentada e que ainda resiste?

Gisele Nascimento, via Facebook

  ...

Um país que não guarda sua memória não consegue construir seu futuro! Investir em cultura é investir em educação. Aliás, ali dentro deste museu produzia-se ciência que alimenta os processos educacionais bem como a inovação tecnológica. Não se perde ali só a memória histórica e patrimonial, se perde o conhecimento científico que norteia a educação e o crescimento do país. Bancar a cultura popular como o carnaval, sim, mas priorizar a cultura de base, que produz conceitos e valores permanentes. Diminuir a violência, a extrema pobreza e outros também perpassa pela ciência, foi dela que se fez remédios, vacinas, equipamentos hospitalares etc. Ora, atuar numa necessidade do país, como segurança pública, não anula a responsabilidade em agir em outras. O brasileiro "joga" no colo da educação a responsabilidade de mudar o país. Pois bem, o Museu Nacional era um polo de produção de saber e conhecimento. Era um polo de educação. Todos que acreditam que a mudança do país passa pela educação devem chorar ardentemente por essa perda...

Grasiele Rojas, via Facebook

No ad for you