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Só no ziriguidum: sambar faz bem para o corpo e para a alma

Benefícios de sobra: dançando você gasta calorias e ainda espanta o baixo-astral

Flávia Dalla tem samba no pé
Flávia Dalla tem samba no pé
Foto: Vitor Jubini

Só no passinho, no gingado, no requebra e no remelexo. É hora de entrar no compasso e cair no samba. Na avenida, atrás do bloco ou do trio elétrico, não importa. Há boas razões para você se jogar de corpo e alma nesse ritmo bem brasileiro que dá sentido ao carnaval. Pra começar, sua saúde agradece. E, de quebra, você espanta a tristeza para bem longe.

“Quando a bateria passa, ninguém consegue ficar parado. Mesmo sem ziriguidum”, comenta o carnavalesco e coreógrafo Paulo Balbino, responsável pela comissão de frente da Unidos da Piedade no Carnaval Capixaba.

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Sambar é um exercício completo que vai te deixar em forma. “Sambar não é só mexer os pés. É balançar o corpo todo. Quanto mais acelerado o ritmo, maior o gasto calórico. Fortalece e tonifica as pernas. E o molejo que é exigido do quadril ajuda na queima de gordura localizada ”, diz Balbino.

Com a experiência de quem foi rainha de bateria de escola de samba por 16 anos, a jornalista Tatiana Paysan é categórica: “A época dos ensaios era quando eu mais emagrecia”, conta ela, que já não desfila desde 2015, mas continua presente no carnaval, tanto que atuou como comentarista da TV Gazeta durante a transmissão na festa deste ano.

PRÁTICA

 

 

“Até hoje, quando me sinto meio cheinha, vou para a frente do espelho, em casa mesmo, e começo a sambar. Faço isso por 40 minutos, uma hora...”, revela Tatiana.

O efeito da atividade, segundo a jornalista e ex-rainha de bateria, vai muito além. “Se estou meio de baixo-astral, vou sambar! O estado de espírito muda completamente.”

TERAPIA

 

 

Um benefício que a advogada Flavia Dalla, 38 anos, já descobriu também. “Sambar para mim funciona como algo terapêutico, levanta meu astral! Você se envolver com os preparativos, conviver com a comunidade, fazer parte desse contexto é incrível”, conta ela, que desfilou este ano pela terceira vez, pela Novo Império.

E na avenida, a transformação é imediata. “É uma adrenalina muito grande, uma descarga de energia. É como lavar a alma”, diz Flavia. E o corpo responde da melhor forma. “Você malha sem ver. Você gasta calorias e se diverte, o que para mim é muito melhor, inclusive.”

Para quem não leva muito jeito, uma dica, segundo Paulo Balbino, é começar a praticar descalço, na ponta dos pés. “É só começar no pagodinho, mais devagar, e depois entrar no ritmo acelerado do samba. É uma das danças mais completas porque geralmente não tem parceiro para ajudar. A entrega é individual e maior.”

O cardiologista Melchior Lima indica: “Sambar cansa, sua, é um ótimo exercício e sem contraindicações. Substitui bem uma aula na academia”, observa.

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