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Alergia a inseto? Tem vacina para isso

Há casos em que a pessoa pode ser submetida à imunoterapia para resolver o problema

A reação alérgica aos pernilongos é mais sutil, mas não menos preocupante
A reação alérgica aos pernilongos é mais sutil, mas não menos preocupante
Foto: Reprodução/Internet

Pode um ser minúsculo como um pernilongo fazer um grande estrago? Para muita gente sim. E aí, basta uma picadinha para provocar uma reação alérgica com inchaço, vermelhidão e muita coceira.

Se um mosquito faz isso, imagine o problema causado por insetos como abelhas, marimbondos e formigas. Sofre a criança, sofre o adulto. O que pouca gente sabe é que existe solução para esse tipo de alergia. E vai muito além de pomadas e repelente.

Há casos em que a cura pode estar numa vacina, capaz de deixar a pessoa imune a picadas.

“A reação à picada por esses bichos pode ser desde problemas cutâneos, com lesões na pele, até os respiratórios, como o choque anafilático, que é a queda da pressão arterial com perda da consciência, uma reação rápida que pode acontecer em menos de um minuto ou até duas horas depois da picada”, diz a alergista e imunologista Paula Perini.

Para cada caso, há uma indicação. “O tratamento vai desde evitar a picada em si até a imunoterapia, que é a vacina. Mas cabe ao alergista a decisão sobre qual terapia fazer”, diz a médica.

Segundo Paula, não há como saber previamente quem tem alergia ou não a insetos. E a doença pode aparecer de uma hora para a outra. “A pessoa pode ser picada mil vezes e nunca desenvolver quadro alérgico. A alergia não tem idade para começar ou momento certo. Depende de uma sensibilização no sistema imunológico que, numa segunda oportunidade, pode reagir”.

A alergia pode se manifestar de forma grave. Em outubro deste ano, uma universitária de 24 anos morreu em Salvador (BA) depois de ser picada por uma formiga.

Se há sinais de uma alergia assim, uma das medidas a serem avaliadas pelo alergista pode ser a imunoterapia, um tipo de vacina com alérgenos. “Nesses casos, há terapia injetáveis, que devem ser feitas em um ambiente adequado porque há risco de desenvolver uma reação na hora da aplicação”, diz a alergista Faradiba Sarquis Serpa.

A reação alérgica aos pernilongos é mais sutil, mas não menos preocupante, diz Faradiba. “Normalmente, a picada forma machucados na pele. Não há risco de ser algo sistêmico ou que coloque a pessoa em risco de vida. Mas pode provocar infecções. Então, quando a alergia for muito intensa, o melhor é procurar um médico para ver um tratamento e evitar complicações”.

Para esses casos, além da vacina injetável, tem a oral. “Essa pode ser ministrada em casa. Mas ambas requerem um tratamento por um longo período”, observa Faradiba.

FIQUE POR DENTRO

Alergia a mosquito

A pessoa pode ser picada diversas vezes sem manifestar alergia. Mas ocorre uma sensibilização do sistema imunológico, que pode passar a reagir de uma hora para a outra. Após a picada, a região fica avermelhada, inchada e com coceira intensa. Pode provocar feridas e até causar infecções

O que fazer?

A solução vai de pomadas à base de corticoides para minimizar a irritação na pele até medicação via oral por meio da imunoterapia, uma espécie de vacina com alérgeno. Cabe ao alergista fazer a avaliação e ver se há indicação para essa terapia

A “vacina”

O tratamento consiste em aplicação de alérgeno ao qual o paciente é sensível em doses crescentes por um longo período que varia, podendo chegar a três anos. Pode ser injetável ou via oral

Pode curar sozinho

Em boa parte dos casos, a alergia a pernilongos pode passar com o tempo. Uma criança pequena pode deixar de ser alérgica por volta dos 5 ou 6 anos de idade, por exemplo

Mais grave

A alergia a picadas de abelhas, formigas e marimbondos costuma ser mais grave em 10% da população. A pessoa pode ter desde lesões na pele até anafilaxia, podendo até morrer

A terapia

Para esses casos, o médico pode avaliar a necessidade de imunoterapia

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