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Cinco dicas para comer chocolate sem culpa nessa Páscoa

Escolher o tipo certo e o melhor horário é um dos truques para não engordar

Márcia e a filha Alice têm uma paixão em comum pelo chocolate
Márcia e a filha Alice têm uma paixão em comum pelo chocolate
Foto: Carlos Alberto Silva

Como boa chocólatra que é, ela estava ansiosa pela Páscoa. “É quando costumo encontrar ovos recheados. O meu preferido é o com ninho e nutella. Quanto mais doce, melhor”, diz a auxiliar pedagógica Márcia Corrêa Ahouagi, 39 anos.

Muita gente se esbalda na época do coelhinho e deixa os dias seguintes para se arrepender. Mas não é preciso sofrer assim. Ouvimos especialistas e listamos cinco formas de comer chocolate sem culpa neste feriado.

Para começar, escolher o chocolate certo pode aliviar essa consciência. “O chocolate ideal é o extra amargo. Quanto mais amargo, menos açúcar e mais cacau ele tem. Portanto, mais saudável é”, diz a nutricionista Karina Gouvea.

Para quem não está acostumado com o sabor, a dica, segundo ela, é optar pela versão 50% cacau. Já o chocolate branco sai perdendo na lista. “Ele é feito de manteiga de cacau, tem bastante açúcar e gordura.”

Karina cita um outro tipo, que é novidade no Brasil desde o ano passado. É o chocolate rosa ou rubi. “Ele não é uma mistura com chocolate branco. É naturalmente rosa graças a um processo de fermentação especial. Tem sabor menos amargo, mais frutado, doce e ao mesmo tempo cítrico.”

Horário

Outra dica para se deliciar na Páscoa é saber a hora de comer o chocolate. “O melhor horário é após o almoço, pois o açúcar se mistura com outros nutrientes ingeridos na refeição, como a fibra das saladas, as proteínas e a gorduras da carne, evitando picos de insulina no sangue. Quando ingerimos o doce sozinho, os níveis de açúcar no sangue aumentam rapidamente, o que provocaria esse pico. Essa oscilação não é saudável, e está relacionada com doenças como diabetes , obesidade e outras doenças”, explica o médico Wesley Schunk.

Ficar em jejum antes da Páscoa só para comer muitos ovos depois não é a saída. “Não oriento fazer jejum ou excesso de atividade física como forma de compensação ou punição pelo abuso do dia anterior”, diz ele.

Ninguém precisa se privar, mas moderação é sempre a melhor escolha. “Em vez de abrir o ovo e comer tudo de uma vez, uma dica é quebrá-lo e fracioná-lo em pedacinhos para distribuir para a família ou amigos. Assim, todo mundo come e fica satisfeito”, sugere Karina.

E quem, de fato, exagerar no doce, é possível adotar certas medidas para “desintoxicar” após o feriado, segundo Schunk. “No dia seguinte, a pessoa deve fazer refeições mais leves, comer bastante verduras e fibras, tomar bastante líquido. Pode ser um chá, como chá verde e cavalinha. E principalmente respeitar a fome fisiológica, ou seja, comer apenas quando tiver fome de verdade.”

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