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Melanoma: pintinha pode esconder câncer de pele grave

Melanoma: pintinha pode esconder câncer de pele grave

Entenda a doença de pele que causou a morte do cantor português Roberto Leal

Publicado em 17 de setembro de 2019 às 16:08

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Câncer de pele: é importante ficar atento ao aspecto das pintas e lesões na pele. (Shutterstock)

A morte do cantor português Roberto Leal, aos 67 anos, no último domingo, traz à tona a importância da prevenção ao câncer de pele. Leal tinha o tipo mais raro e agressivo da doença: o melanoma.

Segundo a dermatologista Irene Baldi, o melanoma não é o tipo mais comum de câncer da pele, mas ele tem uma capacidade altíssima de se espalhar.

 “É um câncer muito perigoso por seu nível de malignidade. Ele se espalha para outros órgãos rapidamente, o que o torna letal”, explica a médica.

 O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 6.260 novos casos desse tipo de câncer de pele serão diagnosticados entre 2018 e 2019.

Os fatores de risco para a doença são: pele clara, exposição exagerada ao sol, pintas que mudam de cor, forma e tamanho e outros casos da doença na família. “O mais comum é o aparecimento do melanoma em qualquer lugar da pele humana, incluindo unhas e couro cabeludo; mas esse tumor também pode surgir nas mucosas, olhos e sistema nervoso central”, cita o dermatologista Elimar Gomes, coordenador da Campanha do Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

“Às vezes é uma pinta preta que aparece debaixo da unha, e a pessoa acha que é um machucadinho de pele. Ou é uma mancha escura dentro da boca, por exemplo”, complementa Irene.

Tipos

O câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente.

O melanoma, apesar de não ser o tipo de câncer da pele mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Porém, quando descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

“As pessoas não têm noção desse perigo. Elas têm pintas e lesões que se modificam e acham que é bobagem”, alerta Irene.

Pessoas de pele clara, que se expõem muito a sol e têm muitas pintas precisam ficar mais atentas e ir a um dermatologista pelo menos duas vezes ao ano.

“Elas devem sempre se examinar, ver se as pintas mudam de cor, de tamanho, de textura. Se é uma pinta comum que começou a coçar, é porque ela está sofrendo alguma modificação. Se era castanha clara e ficou castanha escura, é outro sinal de que algo está errado. Tem as pintas que nascem redondas e depois ficam com bordas assimétricas. E tem as que coçam e sangram. Mas o paciente não tem capacidade de detectar o que é ruim. É o médico especialista que deve fazer o diagnóstico”, destaca a dermatologista.

A olho nu nem o médico consegue distinguir o tipo de câncer, segundo ela: “A gente suspeita, até pelas características. Mas só com a biópsia ou um exame chamado dermatoscopia para termos o diagnóstico”.

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O que é

O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo na forma de manchas, pintas ou sinais em tons acastanhados ou enegrecidos. Porém, a “pinta” ou o “sinal”, em geral, mudam de cor, de formato ou de tamanho, e podem causar coceiras, descamação e sangramento. Pode ser uma ferida que nunca cicatriza

Como identificar

Uma regra adotada internacionalmente é a do “ABCDE”, que aponta sinais sugestivos de tumor de pele do tipo melanoma:

Assimetria - Uma metade do sinal é diferente da outra

Bordas irregulares -  contorno mal definido

Cor variável - presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul)

Diâmetro - maior que 6 milímetros

Evolução -  mudanças observadas em suas características (tamanho, forma ou cor)

Prevenção

a Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que as pessoas se examinem com periodicidade, consultando um dermatologista em caso de suspeita. Também é importante ficar de olho nos familiares, pois muitas vezes os cânceres podem aparecer em regiões que não é possível ver sozinho

Tratamento

A cirurgia é o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio

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