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Diário de bordo, 3º dia: as paisagens do Vale dos Vinhedos

A repórter Benahia Figueiredo conta tudo sobre o terceiro dia da viagem que fez para o Sul do Brasil. Prepare-se para conhecer o Vale dos Vinhedos com seus ótimos vinhos e degustações de dar água na boca

O terceiro dia de viagem começa no Vale dos Vinhedos - região formada por parte das cidades de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul  e Garibaldi -, que recebe anualmente mais de 600 mil turistas. A primeira parada é a vinícola familiar Dom Cândido.

Grande parte dos moradores da região do Vale são integrantes da família Valduga, a Dom Cândido é uma delas. Quem nos recebe é Marcos Valduga, filho do fundador Cândido Valduga, já falecido.

Marcos Valduga com o trator que pertenceu ao seu pai
Marcos Valduga com o trator que pertenceu ao seu pai
Foto: JULIO_SOARES/OBJETIVAP

Sua vinícola boutique faz uma produção mais artesanal, por isso seus vinhos não são encontrados em grandes redes. A paixão pelo negócio da família é pulsante em todos os moradores da região. "Fazer vinho tem que ter amor, tem que correr na veia", diz ele.

De lá, fomos até a famosa Casa Valduga, pioneira no enoturismo no Vale. O tour começa com um almoço harmonizado no restaurante que um dia foi o primeiro prédio de vinificação e onde eram servidos os banquetes. Após o almoço típico italiano é hora de seguir para um passeio de trator pela vinícola, guiado pelo jovem enólogo Lucas. Ele me conta que, na graduação, os estudantes de enologia também aprendem a dirigir o trator. Chegamos até uma cave onde cabem "apenas" 6 milhões de garrafas de vinho, praticamente o paraíso! Terminamos o passeio nos vinhedos, com uma vista deslumbrante para todo o Vale. Dá vontade de estender uma toalha e passar o dia ali, mas é hora de partir.

Enio, dono da Queijaria Valbrenta
Enio, dono da Queijaria Valbrenta
Foto: JULIO_SOARES/OBJETIVAP

Na programação da tarde, uma breve visita na Queijaria Valbrenta, do simpático Enio Martin Bianco. Ali, na charmosa queijaria a produção diária é de 500 litros de leite. O processo é totalmente artesanal e são 10 tipos de queijos, impossível escolher o preferido.

A última vinícola do dia é a Almaúnica dos irmãos gêmeos Magda e Márcio Brandelli. A arquitetura moderna do lugar já dá a pista que viria coisa boa, são 110 mil garrafas por ano e todos passam por barricas, como Márcio faz questão de destacar. "Nosso objetivo é ser a Ferrari dos vinhos", diz. Um detalhe: a vinícola oferece o serviço de vinhos personalizados, onde o cliente pode comprar a barrica. Um avô decidiu comprar uma barrica para as netas que nasceram recentemente, e os vinhos serão armazenados ali até elas completarem 18 anos. Imagina que surpresa para as netas?!

Vinho direto da barrica na vinícola Almaúnica
Vinho direto da barrica na vinícola Almaúnica
Foto: JULIO_SOARES/OBJETIVAP

Terminamos o dia no restaurante GURI - Cozinha de Origem, aberto em outubro de 2018. O chef da casa é Enio Vall, que carrega no currículo o trabalho em um dos restaurantes do famoso chef argentino Francis Mallmann. "Nosso objetivo é resgatar receitas gaúchas, fazer releituras, e principalmente fazer com que o turista e os gaúchos saibam o que é a comida daqui", explica Enio. A comida ali é feita na brasa, no fogão à lenha, bem gaúcho, tchê! O destaque é o feijão mexido, um prato típico que inclusive emociona o chef. 

De barriga cheia é hora de ir para o hotel para se preparar para o útlimo dia de turismo nas vinícolas. 

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