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Diário de bordo, 4º dia: os vinhos de Flores da Cunha e Pinto Bandeira

No quarto e último dia de viagem pela Serra Gaúcha, a repórter Benahia Figueiredo foi conhecer as vinícolas de Flores da Cunha e os vinhedos biodinâmicos de Pinto Bandeira

Último dia de viagem e a programação começa cedo rumo a Flores da Cunha. Lá conhecemos a vinícola Salvattore, localizada bem no centro da cidade. Quem nos recebe é o enólogo Daniel Salvador, atual  presidente da Associação Brasileira de Enologia e filho do fundador da vinícola, Antônio Salvador.  O belo prédio histórico é um antigo moinho de trigo erguido em 1911. Depois de trabalhar muito tempo com assessoria técnica para outras vinícolas, o senhor Antônio decidiu ter o seu próprio negócio e comprou o prédio em 1998. Esta é a 48º safra do fundador da vinícola. Daniel, que segue o caminho do pai, mostra todos os detalhes do imóvel e em seu discurso faz questão de relembrar a história da família. "Quem não lembra de onde veio não sabe para onde vai", diz. 

Vinícola Salvattore fica em prédio construído em 1911
Vinícola Salvattore fica em prédio construído em 1911
Foto: JULIO_SOARES/OBJETIVAP

De lá seguimos para Otávio Rocha, distrito de Flores da Cunha, para conhecer a Casa Gazzaro para um almoço e degustação de espumantes. No menu do almoço, foi servido o Menarosto, prato típico da região, comum aos primeiros imigrantes italianos. Codorna, porco e frango são assados durante seis horas em um rolete, temperados com vinho ou espumante. Nada mal, não é?!

Depois do farto almoço, uma divertida aula de drinques com espumantes e prosecco. Aprendemos a fazer o Royal Mojito (com espumante demi-sec), French 75 (com prosecco) e Kir Royale (com espumante Brut). Mãos a obra e, depois de tudo pronto, é hora de se esbaldar nos drinques coloridos. 

Aula de drinques com espumantes e prosseco
Aula de drinques com espumantes e prosseco
Foto: JULIO_SOARES/OBJETIVAP

Antes de sair de Flores da Cunha, um tour pelo Museu do Licor. Ali estão  mais de mil  garrafas de licores e bebidas doados pelo Padre Alberto Lamonatto. 

De Flores da Cunha partimos para o Caminho de Pedra, onde se estabeleceu a primeira leva de italianos no Rio Grande do Sul. Na vinícola Salvati & Sirena conhecemos Silvério Salvati, o simpático proprietário e enólogo. Silvério é uma grande atração, conta piadas em dialeto italiano e faz todo mundo rir enquanto degusta seus vinhos, que resgata as primeiras uvas cultivadas pelos italianos por ali, como a  Peverella primeira variedade de uva branca a desembarcar no Brasil. 

Última vinícola da viagem, é hora de conhecer os vinhedos biodinâmicos da Don Giovanni, no município de Pinto Bandeira. A agricultura biodinâmica usa os conhecimentos químicos, geológicos e astronômicos, e o conceito é trabalhar a biodiversidade do local. No passeio pelos vinhedos nos deparamos com um pôr do sol para fechar a viagem com chave de ouro. O cenário é ideal para um último brinde! E viva o vinho brasileiro!

Último brinde com o pôr do sol ao fundo
Último brinde com o pôr do sol ao fundo
Foto: JULIO_SOARES/OBJETIVAP

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