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Entenda como lojas tem usado a tecnologia para atrair clientes no ES

O avanço do comércio on-line fez com que shoppings e lojas criassem formas alternativas de atrair os clientes, que, agora, querem experiências na hora da compra

O mundo mudou. E o universo das compras também. Por isso, os shoppings e as lojas de rua já não são mais os mesmos. Diante do avanço do comércio on-line, que mudou a forma como as pessoas fazem compras, os templos de consumo se reinventaram nos últimos anos.

Agora, além das tradicionais lojas, é possível encontrar feiras orgânicas, festivais musicais, eventos gastronômicos, programações infantis, atividades esportivas, feira de adoção de cães e gatos, centro médico... Tudo para agradar os frequentadores a atrair cada vez mais novos clientes. O consultor e professor de marketing e empreendedorismo Henrique Hamerski explica que não dá para mais para trabalhar um negócio sem pensar na estratégia on-line. “O consumidor é o mesmo e ele alterna entre a compra física e a compra on-line, dependendo do produto, da conveniência e da experiência que quer ter. As empresas devem ficar atentas a isso para poder gerar esse valor”.

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Ele ressalta ainda que os shoppings deixaram de ser apenas um espaço para compras – já que outras opções surgiram – e passaram a ser um local para realização de serviços e experiências. “Eles se tornaram um mix de serviços que atrai o consumidor e oferece eventos em datas comemorativas. Por isso a importância de as lojas físicas investirem na experiência sensorial, para o cliente sentir toda a atmosfera da marca e da empresa. As marcas têm usado isso como um complemento, não importa mais se o consumidor está comprando na loja física ou na on-line. Não posso mais distinguir esses dois ambientes. O que tem que ser feito é criar experiências positivas tanto em um quanto em outro para poder estar disponível quando e onde o consumidor estiver disposto”.

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Para Letícia Dalvi, gerente de marketing do Shopping Vitória, o consumidor está em constante evolução e, por isso, é preciso sempre inovar para surpreendê-lo. “Temos investido bastante na oferta de novas experiências para diferentes públicos, buscando propiciar a eles momentos únicos. Entre as iniciativas que têm conquistado os capixabas estão os eventos licenciados, destinados a toda a família. Também desenvolvemos importantes projetos sociais, proporcionando às pessoas a oportunidade de exercitar a solidariedade. O shopping deixou de ser um ponto apenas de consumo para ser um ambiente de entretenimento, encontros entre amigos e reuniões de negócios”.

Ela conta que, com todos os atrativos, houve um crescimento de 10% de tráfego de veículos e pessoas, comparado a 2018. “O desafio é buscar serviços e produtos inovadores, que permitam ao público viver bons momentos. A compra é consequência do bem-estar oferecido. O cliente feliz e à vontade se torna mais suscetível à compra propriamente”, explica Letícia.

A gerente Kristianne e sua cliente, Estefânia: "Gosto de ir à loja para provar e descontrair"
A gerente Kristianne e sua cliente, Estefânia: "Gosto de ir à loja para provar e descontrair"
Foto: Fernando Madeira

Atendimento personalizado

Se por um lado a compra on-line te traz a comodidade de não sair de casa, por outro a compra na loja física tem o diferencial do atendimento personalizado. “A compra em loja física é mais assertiva. Algumas clientes se sentem mais seguras vindo à loja e experimentando as peças. Acho que o grande diferencial é o atendimento e a qualidade da experiência que temos a oferecer. Prezamos muito o conforto e o relacionamento com nossos clientes, pois entendemos que o ponto de venda deve trazer ao consumidor benefícios perceptíveis, seja ele concreto seja ele simbólico”, explica Kristianne Junqueira, gerente da A.Brand.

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Para deixar a cliente à vontade, foi criado um ambiente confortável e receptivo. “Temos um cuidado excessivo com vitrine, expositores, passadoria e um som ambiente criado especialmente para nossa loja pela rádio Ibiza. Presencialmente conseguimos estimular os sentidos, e nossas clientes sentem que pertencem ao nosso espaço”, explica.

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A dentista Estefânia Donato é uma das clientes que prefere comprar suas roupas em loja física. “Porque eu gosto de provar, confio nas pessoas que me atendem, me direcionam e me mostram a melhor forma de usar. Também acho que é uma forma de descontrair, tomar um café, bater papo, enfim, é mais prazeroso”, conta.

Dona de lojas físicas, Letícia acha que esse tipo de consumo é mais assertivo
Dona de lojas físicas, Letícia acha que esse tipo de consumo é mais assertivo
Foto: Vitor Jubini

Loja de rua

As lojas de rua também se adequam ao mercado, oferecendo, além da simples compra, experiências aos clientes. A empresária Letícia Modenese, da Bordot, conta que apesar da praticidade de uma compra on-line, nada substitui o acolhimento e o prazer de um atendimento pessoal. “Pegar nas peças, sentir o material, a textura, experimentar é sempre muito mais certeiro na hora da compra. Para isso, há que se ter nos pontos de venda uma equipe muito bem preparada, com pessoas que representem e compartilhem os valores da marca”, comenta.

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Além dos eventos nas lojas, localizadas em Vitória e em Vila Velha, a marca também oferece um serviço delivery, uma comodidade para a cliente. “A pessoa que não consegue ir até às lojas escolhe as peças pelas mídias sociais ou pelo WhatsApp e passa o cartão on-line. Aí, fazemos a entrega em casa, nas regiões próximas aos pontos de venda ou até despachamos pelos Correios a regiões mais distantes. A cliente tem o atendimento personalizado e ainda recebe a peça em casa”, conta Letícia.

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