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Alzheimer pode ser prevenido com exercício físico, aponta estudo

Praticar exercícios físicos mostrou-se um promissor aliado para evitar o agravamento da doença de Alzheimer. E também melhora o desempenho da memória

Uma boa notícia no campo da medicina. Cientistas brasileiros descobriram um caminho para prevenir e potencialmente tratar o Alzheimer, a doença neurodegenerativa que mais avança no mundo à medida que a população envelhece e para a qual não há cura. A chave é o exercício físico. Isso mesmo! Exercitar-se regularmente proporciona uma série de benefícios ao nosso organismo e nova pesquisa publicada na revista ‘Nature Medicine’ acaba de revelar é uma associação menos intuitiva. Praticar exercícios físicos mostrou-se um promissor aliado para evitar o agravamento da doença de Alzheimer. E também melhora o desempenho da memória.

Essas são as duas principais conclusões do estudo liderado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em uma investigação minuciosa, que se estendeu pelos últimos sete anos e envolveu pesquisadores de diversos países, os cientistas coletaram evidências convincentes dos efeitos benéficos ao cérebro desencadeados pelo hormônio irisina. Isso porque a a irisina protege o cérebro e restaura a memória afetada pela doença, revelou o estudo.

O outro desdobramento mais distante da pesquisa publicada é a possibilidade de desenvolver medicamentos à base de irisina ou de seus mecanismos para pessoas que estão com a doença ou que não podem fazer exercícios, como deficientes físicos. O Neurocientista e professor da UFRJ, Mychael Lourenço, explica: “O exercício físico induz a produção de irisina no nosso corpo. Então, a gente pode usar isso a nosso favor para que a gente consiga evitar ter perda de memória e doença de Alzheimer no futuro”, explica. Em entrevista à CBN Vitória ele detalha o estudo. Confira!

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