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Comunidades atingidas ainda enfrentam dificuldades para indenizações

No entendimento da Defensoria Pública, do município da Serra à Conceição da Barra há vítimas do desastre ambiental

Aproximando-se da data dos dois anos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, os efeitos sociais ainda são sentidos pela população ribeirinha. De acordo com o Defensor Público e membro do Núcleo de Defesa Agrária e Moradia (NUDAM), Rafael Mello Portella Campos, uma deficiência, ao longo desse período, foi o do cadastramento dos atingidos pela tragédia.

De acordo com o defensor, o cadastramento muitas vezes é insuficiente, já que algumas pessoas têm dificuldade de ser reconhecidas como atingidas pelo desastre. Isso ocorre “seja porque o seu ofício não é visto como impactado, seja porque a pessoa não tem condição de provar as suas alegações”, explica.

Outra deficiência no tratamento às vítimas está relacionada ao recorte geográfico das áreas atingidas, realizado pelos programas de atendimento e amparo. Há regiões que sofrem com os impactos da tragédia, mas ainda não foram reconhecidas.

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