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Alimentos não terão substituição de açúcar por adoçante, diz Abia

Acordo inédito entre Governo e indústria alimentícia vai reduzir percentual de açúcar na produção de 23 categorias de alimentos até 2022

Os alimentos processados que estarão nas prateleiras do brasileiro em 2022 vão conter muito menos açúcar do que qualquer outro que compramos para nossa alimentação hoje. Isso será possível depois de um acordo assinado entre o Ministério da Saúde e representantes da indústria alimentícia. Em entrevista à Rádio CBN Vitória na manhã desta terça-feira (27), Wilson Mello, presidente do conselho da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) informou que projeto prevê retirar, de forma gradual, 144,6 mil toneladas de açúcar até 2022.

"Haverá a retirada do produto dos alimentos e não uma substituição por outros componentes, como adoçantes", disse.

A redução voluntária será feita em 23 categorias de alimentos e bebidas compreendidas em 5 grupos: bebidas adoçadas, biscoitos, bolos prontos e misturas para bolo, achocolatados em pó e produtos lácteos. Segundo dados mostrados no evento, a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugere um consumo de açúcar de até 50g por dia, ou seja, 10% das calorias consumidas diariamente seria o ideal. O brasileiro consome 50% a mais que a meta da OMS: 80 gramas por dia, sendo que 36% são os açúcares já presentes nos alimentos industrializados.

O presidente explicou ainda que a discussão atual é sobre a redução do açúcar, mas o início do processo se deu ainda em 2007 com a diminuição da chamada gordura trans e, em seguida, da redução do sal (sódio) na formulação dos alimentos.

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