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Surto de febre amarela não está descartado após tragédia em MG

O alerta vem de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Estudo divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta para a possibilidade de ocorrência de surtos de doenças como dengue e febre amarela como consequência do rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho, em Minas Gerais. O desastre aconteceu no último dia 25 de janeiro. O risco de doenças teria como causa alterações no meio ambiente pelo impacto da lama que desceu do reservatório, como conta em entrevista à CBN Vitória o pesquisador Christovam Barcellos, coordenador do Observatório de Clima e Saúde da Fiocruz.

A degradação do leito do Rio Paraopeba, poluído pelos rejeitos, e de seu entorno vai produzir alterações significativas na fauna, flora e qualidade da água, como perda de biodiversidade, mortandade de peixes e répteis. O isolamento de comunidades e a perda de condições de acesso a serviços de saúde também podem agravar doenças crônicas já existentes na população afetada, reforça a Fiocruz. Além disso, o estudo aponta que após o desastre, a lama dos rejeitos se seca e poderá gerar exposição a poeira rica em ferro e sílica que desencadeia processos alérgicos, principalmente cutâneos e respiratórios.

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