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O que é o bullying: repetividade, intenção e desigualdade de poder

É preciso falar sobre o bullying e explicar como ele ocorre, alerta Andressa Reisen Sarlo, que pesquisou a prática entre jovens da Grande Vitória

Perícia feita pela polícia civil no carro em que chegaram dois jovens armados e encapuzados que invadiram a Escola Estadual Professor Raul Brasil e disparam contra os alunos, em Suzano, São Paulo
Perícia feita pela polícia civil no carro em que chegaram dois jovens armados e encapuzados que invadiram a Escola Estadual Professor Raul Brasil e disparam contra os alunos, em Suzano, São Paulo
Foto: Agência

Tragédias como a ocorrida na escola em Suzano, São Paulo, podem ter implicações na vida de famílias, de crianças e de adolescentes. É diante de um cenário como esse que especialista alertam: é necessário, sim, falarmos sobre a oorrência de práticas como a do bullying. Ainda existem muitas especulações sobre as causas e motivos do ataque, mas o histórico de bullying envolvendo os atiradores Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, ambos ex-alunos da escola, suscitam a discussão sobre o tema.

Andressa Reisen Sarlo, doutoranda em Saúde Coletiva pela Ufes e servidora do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), tem o seu trabalho de doutorado voltado ao estudo na vigilância de fatores de risco para doenças e agravos em adolescentes de 15 a 19 anos na Região Metropolitana da Grande Vitória. Nesse estudo, foi constatada uma alta prevalência de bullying. Mas, afinal, como caracterizar essa prática violenta? O bullying, segundo ela, é caracterizado pela repetividade de uma ação contra a vítima, a intencionalidade da ação e da desigualdade de poder que existe na relação entre os envolvidos.

Ela alerta: é necessário que se discuta o tema e, em muitos casos, o próprio ambiente escolar não está preparado para amparar os alunos. Em entrevista ao CBN Cotidiano, ela detalha a pesquisa. Ouça na íntegra:

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