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Peixe do Rio Doce tem concentração elevada de mercúrio e chumbo

Ouça a entrevista do Procurador da República, Malê de Aragão Frazão, alerta para a necessidade de reparação integral dos danos acarretados pelo desastre ambiental em Mariana

O consumo de pescado da bacia e da foz do rio Doce deve ser feito de forma moderada. A conclusão é de uma Nota Técnica da Anvisa que avaliou 11 mil resultados de análises envolvendo 76 espécies de peixes de água doce e salgada, quatro de camarão e uma de lagosta. De acordo com os dados analisados, o consumo pode ocorrer, mas precisa ser limitado.

De acordo com a avaliação da Agência, o consumo diário de peixe da região não deve ser maior que 200 g para adultos e de 50 g para crianças. Esse número foi definido levando em consideração os níveis de contaminação encontrados nas amostras e os níveis tolerados de resíduos.

A concentração de mercúrio e chumbo nos peixes coletados é a que mais preocupa, pois ultrapassou a ingestão máxima tolerada. A Nota Técnica, reforça a Anvisa, não representa nenhuma indicação de liberação da pesca na região, já que esta decisão envolve a avaliação de outros fatores que não são de competência da Agência.

A conclusão da Agência é de que é necessário um monitoramento contínuo para definir melhor o nível de segurança para o consumo de peixe oriundo das regiões afetadas pelo rompimento da barragem em Mariana (MG).

Nesta terça-feira (04), um documento intitulado ‘Carta de Vitória’, assinado por instituições do Sistema de Justiça, foi entregue ao governador Renato Casagrande, ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e ao diretor-presidente da Fundação Renova, Roberto Waack.

O Procurador da República, Malê de Aragão Frazão, representante do Ministério Público Federal do Espírito Santo, é um dos que assina o documento. Em entrevista à CBN Vitória, o procurador fala da preocupação com relação ao consumo do pescado e da necessidade de reparação integral dos danos acarretados pelo desastre ambiental. 

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