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Com novos cortes, universidades já admitem deixar de pagas contas

Ouça as entrevistas com os reitores da Ufes e do Ifes, Reinaldo Centoducatte e Jadir Pela

Reitores de universidades federais estiveram em Vitória nos dias 25 e 26 de julho para uma reunião que resultou na Carta de Vitória. O documento, publicado na última segunda-feira (29), traz um panorama da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) sobre o orçamento das universidades e o programa Future-se, anunciado pelo Ministério da Educação.

Segundo o texto, existe um iminente colapso do sistema orçamentário das universidades. Nesta terça-feira (30), o governo federal decidiu bloquear mais R$ 348 milhões do orçamento do Ministério da Educação. O montante faz parte de um contingenciamento maior, de R$ 1,442 bilhão, referente ao terceiro bimestre deste ano. Ao todo, a Educação tem bloqueados R$ 6,1 bilhões neste ano, maior corte em toda a Esplanada dos Ministérios.

Em entrevista à rádio CBN Vitória, o reitor da Ufes, Reinaldo Centoducatte, e o reitor do Ifes, Jadir Pela, falaram sobre os cortes no custeio para este segundo semestre e os impactos no dia a dia das universidades públicas.

Com a manutenção pelo governo federal do bloqueio orçamentário, muitas das universidades ficarão, impossibilitadas de pagar suas despesas contínuas, como conta de energia elétrica; honrar com os contratos de serviços terceirizados, como os de vigilância e limpeza;  comprar materiais, como os necessários para o funcionamento cotidiano de salas de aula e laboratórios.

O Ifes também tem feito ajustes nas suas atividades como cancelamento de eventos, visitas técnicas, capacitações, viagens, diárias e passagens. Contratos de limpeza, vigilância e manutenção predial também foram reduzidos. As atividades do Instituto não deixam de acontecer, mas as contas básicas podem deixar de ser pagas caso o valor total destinado ao custeio não seja liberado.

As primeiras consequências serão interrupções nos pagamentos de contratos de limpeza, segurança, água, luz, insumos de aulas práticas, manutenção de equipamentos e laboratórios. Além de interrupção na realização de visitas técnicas e de pagamentos de assistência estudantil, entre outras ações.

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