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Cerca de 30 milhões de empregos serão substituídos por robôs

Pesquisa da UnB mostra que essas substituições acontecerão até 2026

Um estudo feito com dados pelo Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações da Universidade de Brasília (UnB) mostrou que as máquinas movidas por tecnologia de inteligência artificial devem, nos próximos anos, ganhar ainda mais espaço e seguir substituindo postos de trabalho. Cayan Portela, Bacharel e Mestre em Estatística e pesquisador do Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações (LAMFO). explica a pesquisa.

Segundo a pesquisa, até 2026, 54% dos empregos formais do país poderão ser ocupados por robôs e programas de computador. A porcentagem representa cerca de 30 milhões de vagas. O trabalho, desenvolvido ao longo de 2018, avaliou uma lista de 2.602 profissões brasileiras. Primeiro, máquinas substituíram atividades mais simples, como funções em linhas de montagem de fábricas. Agora, com o avanço da robótica e da inteligência artificial, há uma ameaça cada vez maior a profissões que requerem habilidades complexas.

Entre as 10 profissões com menor risco de serem substituídas por robôs, segundo o estudo, estão engenheiro de telecomunicações, psicanalista, engenheiros de sistemas operacionais de computação e conservador-restaurador de bens culturais. Do outro lado da ponta, entre as 10 com maior risco, estão: taquígrafo, torrador de café e cobrador de transportes coletivos (exceto trem).

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