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Tiro de sniper é a última alternativa, diz major de Missões Especiais

Ouça a entrevista com o o major Paulo Rogério do Carmo Barboza, comandante da Companhia Independente de Missões Especiais (CIMEsp), única unidade da polícia militar preparada para atuar em situações de crise no ES

Diante do sequestro a um ônibus com 37 passageiros a bordo, na última terça-feira (20), no Rio de Janeiro, e a morte do sequestrador por um atirador de elite - sniper - do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), dúvidas surgiram sobre como é a atuação desses atiradores e o protocolo de crise da polícia. Especialistas da área policial apontam que as ações que devem ser tomadas pela polícia em caso de sequestros com reféns seguem padrões internacionais de segurança. Entenda, agora, no programa CBN Vitória, como acontece o gerenciamento de crises como essa e qual é como os snipers realizam o trabalho.

Em entrevista nesta quinta-feira (22) à rádio CBN Vitória, o major Paulo Rogério do Carmo Barboza, comandante da Companhia Independente de Missões Especiais (CIMEsp), explica que o tiro do sniper é o último recurso que deve ser adotado quando se segue este protocolo de gerenciamento de crise. O comandante argumenta que antes da decisão de se usar um atirador, é preciso esgotar as negociações e até mesmo a possibilidade de se utilizar armas não letais. São quatro alternativas táticas previstas. Aqui no Espírito Santo, há duas equipes de negociação, outras duas equipes de intervenção tática e duas equipes de atiradores. A Cimesp, segundo o major Rogério, é a única unidade da polícia militar preparada para atuar em situações de crise.