Notícia

Porto de Barra do Riacho deverá ser a "menina dos olhos" da concessão

Para Julio Castiglioni, diretor-presidente da Codesa, avalia que os futuros investidores terão no complexo portuário, que compreende além do Porto de Vitória, o de Capuaba e de Barra do Riacho, uma grande oportunidade de desenvolver a cabotagem

A Companhia Docas do Espírito Santo, Codesa, deve estar com a modelagem de privatização concluída até março do próximo ano. A assinatura do contrato com a consultoria que venceu a licitação ocorre nesta terça-feira (03), no BNDES.  Segundo o diretor-presidente da Codesa, Julio Castiglioni, o cronograma de privatização se encerra com o leilão da companhia, previsto para o primeiro trimestre de 2021. Os primeiros estudos apontam que a Codesa poderá resultar em um investimento de R$ 1 bilhão, atraindo investidores nacionais e estrangeiros. 

A companhia, de acordo com o diretor-presidente, entre os anos de 2017 e 2018 acumulou um déficit de R$ 43 milhões. Para Julio Castiglioni, os futuros investidores terão no complexo portuário, que compreende além do Porto de Vitória, o de Capuaba e de Barra do Riacho, uma grande oportunidade de desenvolver a cabotagem.

O Porto de Barra do Riacho, inclusive, é visto como a menina dos olhos para o leilão, por conta da possibilidade de receber navios maiores.

O governo federal anunciou recentemente uma lista de 17 empresas estatais que serão privatizadas. A Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), que administra portos no litoral capixaba, está entre as empresas que serão vendidas. O complexo portuário tem instalações públicas e movimenta diversos tipos de cargas, incluindo o atendimento às embarcações offshore.

Em entrevista à CBN Vitória, em junho deste ano, o então secretário de Coordenação de Transportes do PPI, Daniel Barral, afirmou que o processo da Codesa “será o primeiro do Brasil em portos e servirá de piloto para a desestatização de outras estatais”.

 

Ver comentários