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Vitamina A para bebês que tiveram contato com casos de sarampo

A recomendação é da Organização Mundial de Saúde. Cada criança que tenha tido contato com casos suspeitos ou confirmados da doença deve tomar duas doses da vitamina. A primeira dose deve ser administrada na unidade de saúde e a segunda, no dia seguinte, em casa

O Ministério da Saúde enviou aos Estados brasileiros cápsulas de vitamina A para casos suspeitos de sarampo em bebês menores de seis meses de idade. Cada criança que tenha tido contato com casos suspeitos ou confirmados da doença deve tomar duas doses da vitamina. A orientação é que a primeira dose seja administrada na unidade de saúde e a segunda, no dia seguinte, em casa.

Em entrevista à rádio CBN Vitória, a médica pediatra Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, explica que ao oferecer a vitamina A para crianças que tiveram contato com casos suspeitos e que ainda não podem se vacinar contra a doença, é uma recomendação indicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a OMS, o tratamento com vitamina A pode suprir a deficiência causada pela doença, além prevenir danos oculares e cegueira. A vitamina A é disponibilizada rotineiramente na rede pública de saúde.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou este ano, até a última quarta-feira (04), 148 notificações de casos suspeitos de sarampo no Estado. Desses, 133 casos foram descartados, um foi confirmado (Cariacica) e 14 seguem em investigação.

No Brasil, há 2.753 casos confirmados de sarampo em 13 Estados: São Paulo (2.708), Rio de Janeiro (15), Pernambuco (12), Santa Catarina (7), Distrito Federal (3), Bahia (1), Paraná (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Sergipe (1), Goiás (1) e Piauí (1).

A doença

O sarampo é uma doença viral de elevada contagiosidade, cuja a transmissão ocorre por meio de secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar e falar. Casos graves podem levar ao óbito.

Os principais sintomas são febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza, congestão nasal e mal-estar intenso. Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias.

Esquema vacinal

Deve ser aplicada uma dose da vacina tríplice viral em todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano (dose zero). A partir dos 12 meses de idade, a primeira dose da vacina tríplice viral e uma dose da vacina tetra viral aos 15 meses.

Os indivíduos de 1 a 29 anos devem ter duas doses de vacina com o componente sarampo. Para aqueles de 30 a 49 anos, uma dose é o suficiente.

Os trabalhadores da Saúde devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade. (Fonte Sesa). 

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